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Bolsas. Ásia fecha mista. Europa no vermelho

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China e Austrália puxaram esta terça-feira pela região. Banco central australiano desceu taxa de juro para mínimo histórico. Milão lidera quedas no continente europeu. Lisboa está a recuar 1,5% com BCP a cair quase 4%. Volatilidade no preço do Brent

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico encerraram esta terça-feira “mistas”, numa sessão em que a praça financeira de Tóquio esteve fechada iniciando um período de feriados, só reabrindo na sexta-feira.

A Europa abriu em terreno negativo. A bolsa de Milão lidera as quedas no Velho Continente pelas 10h30 (hora de Portugal), com o índice MIB a perder mais de 2%. O Banco Monte dei Paschi di Siena regista a maior queda de valorização em Milão. A bolsa de Lisboa segue a tendência europeia e o índice PSI 20 recua 1,45%, com as ações do BCP a caírem 3,8% liderando as quedas. Na Europa, reabriu hoje a bolsa de Londres, que ontem esteve encerrada em virtude de feriado, e permanece fechada a bolsa de Moscovo por ser feriado na Rússia.

Os futuros em Wall Street estão no vermelho, indiciando uma abertura em terreno negativo em Nova Iorque pelas 14h30 (hora de Portugal). Na segunda-feira, quer a Europa, quer os Estados Unidos fecharam registando ganhos de 0,45% e 0,79% respetivamente.

As bolsas de Sidney e Shenzhen puxaram pela região asiática, com subidas superiores a 2%. A bolsa de Xangai fechou a ganhar 1,85% e o CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas chinesas) avançou 1,8%. No vermelho encerraram as bolsas de Hong Kong e Taiwan, com quebras de 2% e 1% respetivamente. Na segunda-feira estiveram fechadas as bolsas da China, Hong Kong e Taiwan em virtude de feriados e a região fechou com uma quebra de 1,3%, segundo o índice MSCI respetivo, sobretudo devido às perdas em Tóquio, com o Nikkei 225 a recuar 3,11%.

Banco central australiano desce juros para mínimo histórico

O dia foi marcado na Ásia pela decisão do Banco da Reserva da Austrália (RBA, no acrónimo em inglês), o banco central, em cortar a sua taxa de juros de referência para 1,75%, um mínimo histórico face a um quadro de descida da taxa de inflação. Esta medida de estímulo monetário agradou aos investidores australianos. No final de março, a inflação desceu na Austrália para 1,3% distanciando-se da meta de 2-3% do banco central. Apesar da descida em abril dos índices de intenções dos gestores de compras (Purchase Managers Index, PMI) do sector industrial na China, os investidores locais deram mais importância às declarações do Presidente chinês de que deve ser impulsionado o desenvolvimento “saudável” das bolsas. O PMI oficial para a indústria desceu ligeiramente de 50,2 em março para 50,1 em abril. O PMI, da revista financeira Caixin, desceu de 49,7 para 49,4 no mesmo período, continuando em queda pelo 14º mês consecutivo. Um nível abaixo de 50 reflete contração do sector.

O preço do baril de petróleo de Brent continua a registar volatilidade. O preço do Brent, a variedade europeia de referência internacional, subiu 1% durante a sessão asiática fechando em 46,38 dólares, mas está com trajetória descendente durante a sessão europeia. Pelas 10h30, o barril cotava-se em 45,65%, um recuo de 0,6% face ao fecho de segunda-feira, dia em que se assistiu a uma quebra de 4,7% do preço. O barril cotava-se em 48,13 dólares no fecho de 29 de abril.