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Bolsas da Europa e Wall Street fecham no vermelho

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Contração industrial na China, corte nos juros pelo Banco central da Austrália, revisão em baixa das previsões de crescimento e inflação na zona euro. Madrid e Milão lideram quedas com perdas superiores a 2,5%. PSI 20 recua 1,7% com BCP a cair mais de 5%. Bolsas mundiais perdem mais de 1%. Preço do Brent em queda há quatro sessões consecutivas

Jorge Nascimento Rodrigues

Misto a Oriente, vermelho a Ocidente. As bolsas mundiais, no seu conjunto, fecharam esta terça-feira em terreno negativo. O índice MSCI global recuou 1,09%, a segunda maior descida diária desde o final de março, depois da queda de 1,39% a 5 de abril.

As bolsas da Ásia Pacífico fecharam esta terça-feira em terreno misto, mas a praça de Tóquio, a terceira mais importante do mundo, esteve fechada com o início de um período de três feriados. Na Europa e em Nova Iorque registaram-se perdas. Segundo os índices MSCI "regionais", a Ásia Pacífico perdeu 0,33%, a Europa caiu 1,67% e os Estados Unidos recuaram 0,9%.

O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) encerrou a sessão de hoje com um recuo de 1,8%, com as ações de quatro bancos – Deutsche Bank alemão, Santander espanhol, UniCredit italiano e BBVA espanhol – a liderarem as quedas. Em Wall Street, o Dow Jones 30 recuou 0,78% e o S&P 500 perdeu 0,88%. O índice geral do Nasdaq, a bolsa das tecnológicas, registou a maior queda do dia, perdendo 1,13%. Em Lisboa, o índice PSI 20 perdeu 1,65%, com as ações do BCP e caírem 5,4%, liderando as quedas.

A divulgação de dados na China e na Europa e um movimento de surpresa do banco central australiano marcaram esta terça-feira, sinalizando preocupação com o andamento do abrandamento na China, com uma modesta retoma europeia e com a inflação baixa na Austrália em relação à sua meta de política monetária de 2 a 3%.

Esta terça-feira ficou, assim, marcada pela publicação pela revista financeira Caixin do índice PMI (das opiniões dos gestores de compras) para o sector industrial chinês para abril que está em queda pelo 14º mês consecutivo. O Banco da Reserva da Austrália (Reserve Bank of Australia, o banco central) decidiu surpreender os investidores e os analistas procedendo a um corte nas taxas de juro de referência colocando-as num mínimo histórico, em 1,75%, face a uma inflação de 1,3% no final de março.

Na Europa, a manhã ficou assinalada pela divulgação do corte nas previsões de crescimento e de inflação na zona euro para 2016 e 2017 pela Comissão Europeia (CE). A revisão em baixa foi de uma décima para o crescimento e para a inflação nos dois anos. Segundo as Previsões de Primavera da CE, que revêm as anteriores, de Inverno, publicadas em fevereiro, o crescimento da zona euro desce de 1,7% em 2015 para 1,6% em 2016 e sobe para 1,8% em 2017. A inflação sobe de 0% em 2015 para 0,2% em 2016 e dispara para 1,4% em 2017. O quadro em 2016 é de desaceleração do crescimento e de manutenção de um nível muito baixo de inflação.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, desceu 1,3% esta terça-feira fechando em 45,22 dólares. O preço do Brent cai há quatro sessões consecutivas. Tendo fechado em 48,13 dólares a 29 de abril, o preço já desceu 6,2%.