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Por dizer “não” ao banco, poupou 900 euros

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d.r.

Não é impossível negociar com os bancos

Pedro Andersson/SIC

Quando fazemos um crédito pessoal, seja para um projeto, seja para obras ou para a compra de um carro, por exemplo, há bancos ou financeiras que “obrigam” o cliente a contratar um seguro de vida no valor do empréstimo.

Normalmente, para “facilitar”, propõem juntar o valor total do seguro ao empréstimo e depois fica a pagar tudo (o empréstimo e o seguro de vida) em “suaves” prestações. Ou seja, um empréstimo de 10 mil euros transforma-se num ápice num empréstimo de 11 mil euros, mais as aberturas de processo, taxas e o que mais aparecer. Feito o seguro de vida, nunca mais nos lembramos dele. Pensamos que é só a mensalidade.

Ponto prévio: o seguro de vida não é obrigatório. Mas se não o fizermos, provavelmente não nos dão o empréstimo.

Vamos ao caso prático. Um colega pediu um crédito pessoal de 10 mil euros para comprar um carro. No banco exigiram-lhe um seguro de vida de quase 900 euros e outro seguro mais pequeno.

Como ele viu as reportagens do “Contas-poupança” sobre o assunto, não foi logo na conversa. Achou caro, disse que ia ver na concorrência, que era um abuso 900 euros por um crédito de 10 mil (quase 10% do valor do empréstimo, etc). A gestora de conta foi falar com o gerente. Voltou uns minutos depois com outra proposta: OK, não fazia o seguro de vida, mas tinha de fazer um seguro automóvel no grupo do banco.

Como o banco tem duas seguradoras (uma delas telefónica), respondeu o meu colega: “Mas pode ser na mais barata?” Sim. Podia.

Portanto, não aceitando a primeira proposta do banco, negociando e fazendo valer os seus pontos de vista, o meu colega poupou quase 900 euros, porque teria de fazer um seguro para o carro de qualquer maneira. Se tivesse aceite a primeira proposta, achando que tinha de ser, ficaria a perder.

Claro que não há nada contra o seguro de vida associado a empréstimos. É, aliás, uma proteção, até do ponto de vista social, para proteger a família em caso de morte. Mas que isso seja por vontade do cliente, e não por obrigação.

Temos todos de aprender a negociar com os bancos e seguradoras. Diga não de vez em quando. Veja as propotas da concorrência. O dinheiro é seu.