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Serviços mínimos travam rutura em Lisboa

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As sucessivas greves de estivadores fizeram regredir a atividade do porto de Lisboa, queixam-se os operadores marítimos

Ana Baião

Governo chama Lídia Sequeira, ex-presidente do porto de Sines, para negociar paz laboral no porto da capital

Os elevados prejuízos provocados na indústria agroalimentar e a irregularidade nos abastecimentos aos portos da Madeira e dos Açores levaram o Governo a impor serviços mínimos que anulem o efeito da greve dos estivadores, que esta semana foi novamente prolongada, até 27 de maio. O Expresso sabe que o Governo chamou Lídia Sequeira, ex-presidente do porto de Sines, para assumir a liderança do porto de Lisboa e negociar uma solução definitiva para o conflito laboral.

Os especialistas do sector portuário consideram que o desentendimento não pode manter-se no porto de Lisboa. Em causa está a assinatura de um novo contrato coletivo de trabalho que, ao fim de inúmeras reuniões entre sindicatos e Governo, esbarrou em dois pontos concretos: a progressão de carreira e a programação da atividade. Foi nessa altura que a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, decidiu na quinta-feira avançar com o despacho que garante a execução de serviços mínimos durante a atual greve.

“Este problema arrasta-se há mais de quatro anos, sob pena de a atividade portuária nos estuários do Tejo e do Sado ser muito penalizada, o que implicará o surgimento de desemprego no próprio sector da estiva”, alertou ao Expresso um dos principais especialistas portugueses no sector.


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