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O ‘nim’ do Presidente ao FMI

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José Eduardo dos Santos anunciou a sua retirada da política em 2018, um ano depois das próximas eleições

SIPHIWE SIBEKO / Reuters

José Eduardo dos Santos ainda não deu luz verde ao acordo com o Fundo. Luanda tentou uma linha de financiamento cautelar mas sem sucesso

Gustavo Costa

Correspondente em Luanda

As autoridades de Luanda não escondem a intenção de querer contornar a aplicação de medidas ‘cirúrgicas’ que o Fundo Monetário Internacional (FMI) pretende receitar, no âmbito das negociações iniciadas há duas semanas em Washington, soube o Expresso junto de uma fonte do Ministério angolano das Finanças. “O problema é que não temos dinheiro, não temos capacidade de endividamento interno, temos um mau serviço público e, não podendo pedir ajuda à terça-feira e recusá-la no dia seguinte, temos de ser sérios”, advertiu a mesma fonte.

No entanto, a pouco mais de um ano das próximas eleições, tende a acentuar-se a relutância do Presidente Eduardo dos Santos em aplicar as tradicionais medidas restritivas do FMI, por poderem vir a afastar ainda mais o eleitorado dos ideais do MPLA. “Tudo agora está nas mãos do Presidente, que não diz que ‘sim’ mas também não diz que ‘não’...”, confidenciou ao Expresso fonte governamental envolvida nas negociações.


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