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Fundos questionam exposição a Angola e cenário macro

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José Carlos Carvalho

Litigâncias e reestruturação têm sido outras questões abordadas no processo de venda do Novo Banco

A tarefa não é fácil: apesar de serem metade dos inicialmente anunciados, os mais de 30 investidores institucionais visitados nas duas últimas semanas deram trabalho à equipa que se deslocou a Londres, Nova Iorque e Boston para apresentar a venda do Novo Banco. Entre eles estiveram o norueguês Norges Bank (banco central norueguês que gere fundo soberano do país), que reforçou recentemente para 3,88% no BCP, o norte-americano Soros Fund e a Fidelity. De fora ficaram todos os que têm processos contra o Novo Banco. E são muitos, e grandes, como as gestoras de ativos BlackRock ou Pimco.

As perguntas mais frequentes feitas pela maioria destes investidores incidiram sobre a exposição do Novo Banco a Angola, sobre onde ficam os custos de litigância, sobretudo os decorrentes de processos relativos à transferência de quase €2 mil milhões de obrigações sénior do Novo Banco para o BES ‘mau’ a 29 de dezembro de 2015, sobre a capacidade de executar o plano de reestruturação aprovado pela Direção-Geral de Concorrência europeia (DG Comp) e ainda sobre o cenário macroeconómico de Portugal.


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