Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Lucros da Galp cairam 7 milhões de euros no primeiro trimestre

  • 333

A petrolífera de Américo Amorim divulgou uma queda homóloga de 6,1% nos resultados líquidos obtidos de janeiro a março, que se ficaram pelos 114 milhões de euros

A queda da cotação do petróleo - na comparação do primeiro trimestre de 2016 com igual período de 2015 o preço médio caiu 20 dólares por barril - foi o principal argumento que a Galp apresentou para explicar a redução homóloga de 6,1% nos resultados trimestrais. Durante os primeiros três meses de 2016, o grupo petrolífero presidido pelo homem mais rico de Portugal - Américo Amorim - e gerido por Carlos Gomes da Silva deu menos 7 milhões de euros de lucros que no mesmo período de 2015, o que se traduz num resultado líquido de 114 milhões de euros.

Para este desempenho inferior ao do início de 2015 pesaram bastante o efeito dos stocks de petróleo da Galp, cujo valor de mercado caiu e, ainda, a redução da margem de refinação com que a Galp trabalhou de janeiro a março deste ano.

Entre os analistas de mercado que acompanham o desempenho da Galp, o Haitong antecipava a divulgação dos resultados da Galp - comunicados na sexta-feira - explicando no início da semana que tinham ajustado "os nossos números antes da apresentação dos resultados do primeiro trimestre, sobretudo para incluir as novas metas para 2016-20 divulgadas pela Galp no ‘Capital Markets Day’, quer em termos de exploração e produção (refletindo o atraso nos campos Lula Oeste e Atapu Norte para depois de 2020) e do plano de investimentos (com um corte de 15%)", explica na análise que fez à Galp.

Mas, nem tudo foi mau para o grupo petrolífero de Américo Amorim durante o primeiro trimestre de 2016. A produção de petróleo e gás natural continuou a aumentar, crescendo 36% quando comparada com a produção do primeiro trimestre de 2015.

Mesmo assim, as vendas de gás natural cairam 15%, refletindo a descida dos volumes comercializados pelo sector do trading, que se traduz na queda de 37% no resultado operacional desta área de negócios - ao contrário do que aconteceu em 2015, quando foi uma das "estrelas" na Galp que mais contribuiram para o crescimento dos lucros.

Descontando o efeito dos stocks, a refinação e a distribuição, cresceram 19%, mesmo com uma redução de 4% nos volumes processados - o que se deve à paragem técnica já programada na refinaria de Sines para rever a unidade de produção do hydrocraker. Também o volume do investimento feito pela Galp foi reduzido 22% em relação ao montante aplicado no período homólogo de 2015, ficando-se pelos 343 milhões de euros.

Para os analistas do mercado, o desempenho da Galp não foi penalizado com observações negativas porque ainda conseguiu ultrapassar a fasquia de 100,2 milhões de euros que tinha sido prevista e anunciada no mercado financeiro por um conjunto de empresas analistas.