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Juros da dívida ligeiramente acima, antes de decisão da DBRS

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Os juros das Obrigações do Tesouro, a 10 anos, já chegaram a um pico de 3,28% durante a manhã desta sexta-feira, para descerem para 3,176%, ligeiramente acima do valor de fecho de quinta-feira. A agência de rating canadiana divulgará o resultado da sua revisão depois do fecho dos mercados financeiros na Europa

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro, no prazo de referência, a 10 anos, registam, no mercado secundário da dívida soberana, 3,176% pelas 16h (hora de Portugal) desta sexta-feira. Trata-se de um nível ligeiramente acima do fecho do dia anterior em 3,172%. Durante a manhã, chegaram a um pico de 3,28%. A trajetória tem-se mantido, desde então, descendente.

Esta sexta-feira ficará marcada pela divulgação do resultado da revisão da notação da dívida portuguesa pela agência de rating canadiana DBRS, a única das quatro principais que não atribui grau especulativo – vulgo “lixo financeiro” – aos títulos portugueses de longo prazo.

A agência que não alterou a notação e a perspetiva (outlook) em 13 de novembro passado, voltou a ter hoje várias opções em cima da mesa face à sua apreciação da situação portuguesa: manter a notação de BBB low (a última antes de “lixo financeiro”) e a perspetiva “estável”; desgraduar a notação para nível especulativo – o que terá repercussões graves imediatas para Portugal em termos de mercados da dívida (quer o soberano quer o empresarial) e de elegibilidade para financiamento bancário e para compra de obrigações do Tesouro pelo Banco Central Europeu no mercado secundário -; ou piorar a perspetiva para “negativa” ou coloca-la em revisão para tal, dando um sinal negativo aos investidores financeiros e aos analistas.

  • Dia D de DBRS (ou como é importante estarmos otimistas)

    Esta sexta-feira, ao final da tarde, é dia da agência canadiana de notação DBRS emitir a sua apreciação sobre o rating da dívida portuguesa. Como é a única a considerar que as obrigações do Tesouro ainda não são “lixo financeiro”, qualquer mexida para pior provocará stresse no mercado da dívida e desencadeará uma nova situação de crise para Portugal