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Inflação na zona euro regressa a terreno negativo. Preços descem mais do que o esperado

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A estimativa preliminar do Eurostat para a inflação em abril na zona euro aponta para -0,2%, depois de uma variação nula em março. Esta estimativa divulgada esta sexta-feira é pior do que a previsão dos analistas. Mas o ritmo do crescimento anual no primeiro trimestre manteve-se em 1,6% e o desemprego em março desceu duas décimas

Jorge Nascimento Rodrigues

A inflação em abril na zona euro regressou a terreno negativo. Segundo a estimativa preliminar do Eurostat divulgada esta sexta-feira, a inflação em abril no espaço da moeda única terá sido de -0,2%, depois de uma variação nula no mês anterior. A estimativa do organismo de estatísticas da União Europeia é pior do que as previsões dos analistas que apontavam para uma inflação de -0,1%.

O regresso a terreno deflacionário já era esperado pelo próprio Banco Central Europeu. O seu presidente, Mario Draghi, já o avisara na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de política monetária deste mês, onde pediu “paciência” até que as novas medidas de estímulos que entrarão em vigor em junho surtam efeito.

A inflação subjacente, retirando os preços na energia, alimentação, álcool e tabaco, terá descido na zona euro de 1% em março para 0,8% em abril.

No entanto, nem tudo foram más notícias. O desemprego na zona euro desceu duas décimas em março situando-se em 10,2%. O crescimento em cadeia (comparando o trimestre com o anterior) subiu 0,6% no primeiro trimestre de 2016, acima das previsões dos analistas (que apontavam para 0,4%) e da taxa no terceiro e quarto trimestres do ano passado (0,3%).

Em termos de crescimento homólogo (comparando o primeiro trimestre de 2016 com o similar de 2015), a taxa no primeiro trimestre de 2016 foi de 1,6%, inalterada em relação à registada nos três trimestres anteriores de 2015.