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Bolsas. Semana vermelha na Ásia. Europa em queda à espera da inflação (negativa?) de abril

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As bolsas asiáticas perderam 0,5% durante a última semana de abril. Tóquio e Hong Kong lideraram as perdas. Bolsa de Paris lidera descidas esta sexta-feira em que o preço do Brent já negociou acima de 48 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

A bolsa de Hong Kong acabou por fechar esta sexta-feira com o índice Hang Seng a perder 1,64%. Foi o pior desempenho nesta última sessão da semana nos mercados financeiros da Ásia Pacífico, dia em que a bolsa de Tóquio – a mais importante da Ásia e a terceira mais importante do mundo – esteve fechada por ser feriado no Japão. Escapou à maré vermelha, a bolsa de Sidney, com o índice ASX 200 a avançar esta sexta-feira 0,51%. Esta bolsa seria a única, entre as mais importantes, a registar ganhos durante a semana.

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, continua a trajetória ascendente acima de 40 dólares desde 8 de abril. Fixou um novo máximo do ano em 48,08 dólares pelas 8h50 (hora de Portugal). Desde o mínimo de 27,10 dólares a 20 de janeiro passado, o preço do Brent já subiu 77%. Desde o pico do atual ciclo em junho de 2014, o preço do Brent caiu para cerca de 1/5 até janeiro de 2016. Desde o mínimo de janeiro, o preço do barril ainda não duplicou.

A Ásia Pacífico encerra abril com seis dias consecutivos no vermelho, com uma perda acumulada durante esta última semana de 0,5%, segundo o índice MSCI para a região. O pior desempenho semanal foi o da bolsa de Tóquio, com o principal índice, o Nikkei 225, a recuar 5,2%. A segunda maior queda bolsista durante a semana registou-se no Hang Seng com uma perda acumulada superior a 2%. Em termos semanais, o índice geral de Taiwan caiu próximo de 2%, o índice Kospi de Seul recuou 1% e o índice DJ de Xangai perdeu 0,7%.

As bolsas europeias abriram esta sexta-feira no vermelho. Pelas 9h (hora de Portugal), o índice CAC 40 da bolsa de Paris lidera as quedas europeias registando um recuo de 1,6%. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) perdia 1,5%. O índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, descia 0,76%. Os futuros em Wall Street estavam ligeiramente abaixo da linha de água.

A Europa aguarda a divulgação pelo Eurostat da estimativa preliminar para a inflação em abril. No mês anterior, a inflação foi nula, os preços no consumidor variaram 0%. As previsões para abril apontam para um regresso a inflação negativa.

Os mercados financeiros receberam na quinta-feira dois “choques”. O Banco do Japão, o banco central, decidiu não ampliar a política de estímulos monetários apesar de rever em baixa o crescimento nipónico para 2016 e do governo ter divulgado que a inflação regressou a terreno negativo (-0,1%) em março. Nos Estados Unidos, o Bureau of Economic Analysis revelou que a estimativa para o crescimento no primeiro trimestre deste ano aponta para 0,5%, a mais baixa em dois anos. No primeiro trimestre de 2015, a taxa foi de 1,4%.

As bolsas acabariam por fechar na quinta-feira em terreno negativo na Ásia Pacífico e em Nova Iorque, e o índice MSCI mundial caiu 0,45%.