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Isabel dos Santos chumba continuidade de Ulrich na presidência do BPI

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Rui Duarte Silva

Alteração dos estatutos do BPI de forma a que Fernando Ulrich pudesse continuar à frente dos destinos do banco por mais um mandato não passou na assembleia geral que se realizou esta quinta-feira no Porto. 63,6% do capital presente votou a favor, mas era necessário 66,67%

Estiveram presentes na assembleia geral do BPI, esta manhã no Porto, 229 acionistas detentores de ações que representam 81,70% do capital do banco. Em cima da mesa estiveram várias matérias. Uma delas dizia respeito a uma alteração dos estatutos do banco que permitiria a possibilidade de Fernando Ulrich, atual presidente, poder avançar para um novo mandato.

O maior acionista, o La Caixa era favorável, a segunda maior acionista, a Santoro de Isabel dos Santos votou contra. E a proposta de alteração sugerida pelo presidente do conselho de administração, Artur Santos Silva, foi chumbada, por não ter conseguido reunir dois terços do capital.

Os estatutos dizem num dos seus artigos que "não podem ser designados para a comissão executiva membros do conselho de administração que, a 31 de dezembro do ano anterior à data da designação, tenham idade igual ou superior a 62 anos". Fernando Ulrich tem 64.

A possibilidade do conselho de administração avançar com aumentos de capital até 500 milhões de euros, através de novas entradas de dinheiro, também não foi aprovada pelos acionistas. Mais uma vez Isabel dos Santos terá tido um voto decisivo. A proposta contou ainda assim com 63,62% de votos a favor mas ficou à mingua da maioria qualificada de 66,67% necessária para modificar o artigo 4 nº 2 dos estatutos.

Matérias aprovadas

Entre os restantes pontos da assembleia os acionistas votaram favoravelmente e por unanimidade o Relatório de Gestão e Contas individuais e consolidadas do BPI relativo a 2015, e a proposta de aplicação dos resultados do ano passado, assim como 99,9% manifestaram um voto de confiança e louvor ao conselho de administração e ao conselho fiscal, extensivo a todos os membros dos órgãos sociais pela forma como exerceram as respetivas funções durante 2015.

Foi ainda aprovada por 93,03% dos votos uma clarificação sobre a remuneração variável ganha pela comissão executiva que será determinada em função do valor dos lucros consolidados do exercício, não correspondendo, assim, a qualquer participação nos lucros do exercício. Assim como a possíbilidade, em determinadas circunstâncias, de serem convocadas, com uma antecedência minima de 5 dias, as reuniões do conselho de administração, salvo casos excecionais que justifiquem uma antecedência menor. Este ponto foi aprovado com 93,03% dos votos.