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Bolsas asiáticas fecham no vermelho. Europa segue pessimismo

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Getty

A bolsa de Tóquio liderou as quedas na Ásia Pacífico. Banco do Japão não aprovou mais estímulos monetários e reviu em baixa crescimento nipónico. Madrid lidera quedas na Europa. PSI 20, em Lisboa, segue tendência negativa europeia

Jorge Nascimento Rodrigues

A maioria das bolsas da Ásia Pacífico fechou esta quinta-feira em terreno negativo. A bolsa de Tóquio liderou as quedas com o índice Nikkei 225 a recuar 3,6%, mantendo-se no vermelho pela quarta sessão consecutiva. Este índice já perdeu 5% durante a semana. A Europa abriu no vermelho, com o índice Ibex 35 da bolsa de Madrid a liderar as quedas, recuando mais de 1,5%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu seguindo a tendência negativa europeia. Os futuros em Wall Street negociavam no vermelho, depois de, no dia anterior, as bolsas dos Estados Unidos terem encerrado com um ganho global de 0,15%, na sequência da reunião da Reserva Federal.

A praça financeira nipónica ficou “desapontada” com o Banco do Japão (BoJ), o banco central, que concluiu a sua reunião de dois dias decidindo não mexer na política monetária, não aprovando mais estímulos. O governador Haruhiko Kuroda rejeitou a possibilidade de uma opção por uma política extrema de estímulos monetários designada por “dinheiro de helicóptero” (injeção monetária direta junto de famílias e empresas), considerando-a impossível no atual quadro legal do mandato do banco central.

Menos crescimento no Japão e regresso a inflação negativa

O BoJ decidiu rever em baixa a sua previsão de crescimento para o país no ano fiscal de 2015/2016, de 1,5% para 1,2%. O Ministério dos Assuntos Internos divulgou hoje a inflação em março com a taxa a cair para terreno negativo, registando -0,1%, depois de ter ficado inalterada em janeiro e ter subido para 0,3% em fevereiro. É o primeiro declínio desde maio de 2013.

Na sequência da decisão de manter inalterado o quadro da política monetária, o iene valorizou-se 2,9% face ao dólar, o que é sempre um fator negativo para o sector exportador japonês. A expetativa dos analistas vira-se, agora, para a reunião do BoJ em julho.

As bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen fecharam com perdas e o índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas) recuou 0,2%. Apenas escapou às quedas, a bolsa de Sidney, cujo índice ASX 200 fechou a ganhar 0,73%.

O preço do barril de petróleo de Brent, que ontem fechou fixando um novo máximo deste ano em 47 dólares, desceu ligeiramente esta quinta-feira, no encerramento da sessão asiática, caindo para 46,60 dólares.

  • Apenas com um voto contra, o comité de política monetária do banco central norte-americano considerou esta quinta-feira não ser ainda altura para voltar a subir os juros. Inflação deverá manter-se baixa no curto prazo. Reafirma estratégia de “aumentos graduais”