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Juros da dívida grega sobem, mas não se registou contágio nos periféricos

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Carl Court/Getty

Em virtude do adiamento da reunião extraordinária do Eurogrupo prevista para quinta-feira e da rejeição do pedido do governo grego para uma cimeira europeia, os juros das obrigações gregas a 10 anos chegaram a 9,1% durante a sessão desta quarta-feira. Juros das Obrigações portuguesas no prazo de referência desceram

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das obrigações gregas a 10 anos fecharam esta quarta-feira em 8,99%. Chegaram a passar a barreira dos 9% durante a sessão de hoje. A subida das yields foi de 39 pontos base, a maior subida diária em abril. A trajetória ascendente derivou do regresso do risco de uma nova crise helénica, em virtude do adiamento da reunião extraordinária do Eurogrupo (órgão de reunião dos ministros das Finanças da zona euro) prevista para quinta-feira e da recusa pelo presidente do Conselho Europeu da convocação de uma cimeira europeia para discutir ao mais alto nível a saída política para o impasse nas negociações sobre a conclusão do exame ao terceiro resgate grego.

No entanto, não se registou um efeito de contágio aos restantes periféricos. As yields das Obrigações do Tesouro português a 10 anos descerem três pontos base fechando em 3,19%. O prémio de risco da dívida portuguesa desceu dois pontos base encerrando em 290 pontos base, o equivalente a um diferencial de 2,9 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã que serve de referência na zona euro.

Segundo o jornal grego Kathimerini, o primeiro-ministro Alexis Tsipras voltará a falar quinta-feira com Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu, depois de Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo, ter dito esta noite que as partes estariam “próximas de fechar um acordo” sobre as polémicas medidas de contingência, o plano B de cortes adicionais de 2% do PIB exigido pelos credores oficiais, que o governo de Atenas considera politicamente inviável contrapondo um mecanismo de corte automático em caso de necessidade. Tsipras recebeu hoje o apoio para a sua posição por parte de Gianni Pittella, o presidente do grupo dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, e de Roberto Gualtieri, presidente da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários daquele Parlamento.

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