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“Estamos a viver mais uma revolução”

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As exportações de cortiça aproximam-se do recorde histórico e passaram a ter nos EUA o seu maior mercado. A palavra de ordem é “criar valor para a cortiça”

Rui Duarte Silva

O único sector em que Portugal é líder mundial está a recuperar da crise vivida em 2008 e 2009, quando fecharam mais de 200 empresas e a cortiça perdeu 1/5 da sua força exportadora. O objetivo, agora, é exportar mil milhões de euros em 2018. “A cortiça está na moda e é para ficar”, garante o presidente da APCOR (Associação Portuguesa da Cortiça), João Rui Ferreira

A cortiça vive um ciclo de crescimento. Espera um recorde na exportação?


Claramente. Em 2015, crescemos 6,3% em valor. Foi o nosso segundo melhor ano desde a entrada na zona euro (o melhor foi 2002, com €903 milhões). 2016 mantém a trajetória. Desde 2009 aumentámos as exportações em 20% e esperamos atingir os mil milhões em 2018, mas isso só é possível com valor acrescentado.

E como se consegue isso?

Com uma floresta produtiva saudável para ter mais matéria-prima de qualidade, com uma indústria capaz de inovar nas rolhas, mas também em novas aplicações que venham criar valor, e gerando procura, criando novos mercados, reconquistando a confiança dos líderes de opinião no sector dos vinhos, garantindo a preferência dos consumidores.

Querem pôr a cortiça na moda...

A cortiça está na moda para ficar. Queremos garantir a preferência do consumidor ao longo dos anos, de forma sustentada. Nas rolhas, que são mais de 70% das vendas, há indicadores de confiança como a monitorização das 100 principais marcas de vinho nos EUA. Mostram que nos últimos cinco anos as vendas dos vinhos com rolha de cortiça estão a crescer mais, a ganhar quota de mercado, e os preços médios estão nos 13,29 dólares, 46% acima dos vinhos com vedantes sintéticos. Há produtores que estão a voltar à rolha de cortiça e temos cada vez mais designers, arquitetos, engenheiros, pessoas de diferentes sectores interessadas na cortiça Da construção aos transportes há cada vez mais soluções que usam cortiça invisível, em que a matéria-prima está lá pelas suas características funcionais.

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