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Alojamento local está perto das 26 mil unidades

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Zona histórica de Lisboa sofre pressão imobiliária devido à procura de apartamentos para um negócio que se encontra ainda a necessitar de balizas

Ana Baião

Estes novos espaços representam 130 mil camas, que concorrem com as cerca de 235 mil das unidades hoteleiras

Helena Peralta

O acelerado desenvolvimento das unidades de alojamento local (AL), nos últimos dois anos, está a suscitar pressões imobiliárias e até sociais nos principais centros urbanos do país, sobretudo nas zonas históricas de Lisboa e Porto. A elevada procura nestas localidades leva a um excesso de oferta que prejudica a vida quotidiana dos moradores (em Alfama e no Castelo, por exemplo), e inflaciona os preços do arrendamento permanente e da habitação própria.

Existem quase 26 mil unidades de AL inscritas no Registo Nacional de Turismo, que beneficiam de um regime especial de autorização para arrendamento de quartos a turistas. Lisboa é o concelho com mais registos, com 4489 espaços (17% do total), seguida de Portimão, Albufeira, Lagos e só depois o Porto, com 1727 unidades.

“Em novembro de 2014 havia 9729 AL, número que cresceu significativamente desde a criação da legislação em 2014, mas é impossível saber qual foi o incremento real, pois muitas destas unidades já funcionavam”, refere Eduardo Miranda, presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal. Estas unidades não são uma inovação, mas antes uma legalização do que já acontecia há muitos anos, sobretudo nas zonas de praia, onde os proprietários rentabilizavam na época de verão as suas segundas habitações. E, se a legislação de 2014 veio abrir a porta à legalização de muitos destes alojamentos — apartamentos, moradias e hostels — que funcionavam à margem da declaração de impostos, facilitou também a entrada de investidores imobiliários que viram aqui uma fonte de rendimento.

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