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“A Europa precisa desesperadamente de um impulso orçamental”

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Krugman diz que Draghi está a fazer um bom trabalho mas, com taxas de juro em 0%,
não há estímulos monetários que cheguem

Alberto Frias

Paul Krugman Nobel da Economia em 2008 e professor em Princeton, nos EUA

Paul Krugman tem um apelido começado por K, tal como John Maynard Keynes, mas este não é, nem de perto, o maior ponto de contacto entre os dois famosos economistas. Keynes nunca foi Nobel como Krugman — não existia no seu tempo — mas figura na história como um dos economistas mais influentes do século XX. Para muitos, foi mesmo o primeiro. Krugman é um desses casos. Não é por acaso que foi escolhido para escrever o prefácio da reedição da “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” em 2010.

Paul Krugman é um keynesiano assumido e convicto. Basta ler as colunas que escreve em “The New York Times” ou o blogue ‘Conscience of a Liberal’ que mantém no site do jornal norte-americano. Nas respostas que deu ao Expresso, por escrito, a partir dos EUA, não foge à regra. Em tempos de fraco crescimento e baixa inflação, como se vive atualmente na zona euro, a política orçamental deve atuar. E deve fazê-lo rapidamente.

Algo, aliás, que é defendido cada vez mais por diferentes instituições, como é o caso do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o economista não há grandes dúvidas: “A Europa precisa desesperadamente de um impulso orçamental."

Mesmo países, como Portugal, cuja margem de manobra é curta devem usar todo o espaço disponível. “Obviamente, Portugal tem uma margem de manobra limitada, mas tem algum espaço e deve usá-lo”, aconselha, acrescentando que “pode lidar-se com o rácio da dívida [que está acima de 120% do PIB], mas, para isso, o crescimento deve acelerar”.

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