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BCP abre portas a novo investidor

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Nuno Amado, presidente do BCP

José Carlos Carvalho

Ao contrário do que estava previsto, o "stock split" foi de 75 títulos por cada ação. Com esta medida, BCP vai deixar o grupo dos bancos que têm acções de baixo valor

Em vez de fundir 193 ações, como estava inicialmente previsto, em plena assembleia-geral, a administração do BCP aceitou alterar o rácio do "stock split" e fundir só 75 ações. Esta surpresa pode fazer com que possa surgir espaço para um novo investidor no banco, conta o "Jornal de Negócios" esta sexta-feira.

Estava previsto que cada lote de 193 ações formasse uma nova ação. Mas não foi o que aconteceu. Por outras palavras, cada futura ação do BCP vai valer tanto como 75 títulos valem atualmente. Com isto, o BCP deixa de pertencer ao grupo das "penny stock"("ações tostão"). Uma ação do BCP vai passar de valer 3,9 cêntimos para 2,925 euros, de acordo com as novas proporções.

Mais de 99% dos acionistas presentes na assembleia-geral de acionistas, reunidos no Lagoas Park Hotel em Oeiras, aprovaram a proposta da gestão de Nuno Amado, presidente executivo do banco.

Já no final da assembleia-geral do BCP, Nuno Amado, presidente executivo do banco, revelou aos jornalistas temer o diploma da desblindagem que foi aprovado pelo Governo, em particular por causa do BPI.

Para Nuno Amado, "as pessoas, quando investiram, sabiam quais as regras que existiam". Ainda assim, admite analisar o que está em causa: "Houve alterações legislativas. Aceitamo-las e analisaremos os seus efeitos".

Neste momento, a maior acionista do BCP é a Sonangol com 17,84% do capital.