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Ásia fecha “mista”. Europa abre com Frankfurt e Londres a liderarem quedas

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Bolsa de Tóquio fechou com ganhos, alimentada por expetativa de mais estímulos monetários por parte do Banco do Japão no dia 28. Na Europa, abertura no vermelho com ações dos construtores automóveis alemães a afundarem-se. PSI 20 em Lisboa e Ibex 35 em Madrid oscilam em torno da linha de água

Jorge Nascimento Rodrigues

A Europa abriu esta sexta-feira com as principais praças financeiras no vermelho. Os índices Dax em Frankfurt e FTSE 100 em Londres lideram as quedas pelas 8h15 (hora de Portugal). O Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) estava em terreno negativo. As bolsas de Lisboa e Madrid ainda não revelam uma trajetória definida, com os índices PSI 20 e Ibex 35 a oscilarem em torno da linha de água. No PSI 20, a Galp Energia liderava as quedas e o BCP as subidas destacadamente.

A revelação de que o Departamento de Justiça norte-americano está a averiguar as certificações de emissões dos veículos do construtor alemão Daimler gerou o receio entre os investidores de estar na calha um novo escândalo de emissões. Esta sexta-feira as ações da Daimler, VW e BMW lideravam as quedas no índice Eurostoxx 50. O caso da Daimler junta-se às investigações em curso na PSA Renault em França e na Mitsubishi no Japão. As ações desta última afundaram-se 40,55% esta semana.

O preço do barril de Brent, a variedade europeia de referência internacional, abriu a sessão asiática desta sexta-feira em 44,88 dólares, ligeiramente acima do fecho do dia anterior, e subiu até 45,17 dólares pelas 7h (hora de Portugal). Pelas 8h15 (hora de Portugal) cotava-se em 45,03 dólares. Durante a sessão de ontem, o preço chegou a fixar um novo máximo do ano em 46,18 dólares. Este mercado tem estado sujeito a notícias divergentes sobre a continuação da iniciativa de Doha e à divulgação de previsões contraditórias sobre oferta e a procura alimentando a volatilidade do preço.

Ásia: espetativas de mais estímulos no Japão e de prudência na China

Na Ásia Pacífico, as principais bolsas fecharam “mistas”, com Tóquio e Shenzhen a registarem subidas, Hong Kong, Sidney, Seul e Taipé em terreno negativo e Xangai ligeiramente abaixo da linha de água.

O Nikkei 225 subiu 1,2% e o TOPIX avançou 0,99%. A praça de Tóquio puxou pela região alimentada pela especulação que no dia 28 o Banco do Japão poderá anunciar mais estímulos monetários. Uma das medidas avançadas pelos analistas é a possibilidade de o banco central emprestar aos bancos nipónicos a taxas negativas, num movimento similar ao que foi anunciado pelo Banco Central Europeu que admite que a nova linha de financiamento TLTRO II a entrar em vigor em junho possa ter taxas negativas.

A China fechou “mista”, com Shenzhen a ganhar 0,75% e Xangai a perder 0,01%. O índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas) fechou a subir 0,45%. As praças financeiras chinesas registaram perdas na segunda, quarta e quinta-feira com os investidores reagindo negativamente à “prudência” do Banco Popular da China, banco central, em avançar com mais estímulos monetários, como avisou a agência de notícias oficial Xinhua.