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Preço do petróleo em novo máximo do ano. Bolsas da Europa em terreno “misto”

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Na parte final da sessão asiática, o preço do barril de Brent subiu acima de 46 dólares. Bolsas asiáticas fecharam em alta, com Tóquio e Hong Kong a liderarem subidas. Várias das principais praças europeias ainda não têm tendência definida. PSI 20 em terreno positivo

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias abriram “mistas” esta quinta-feira e mais de uma hora e meia depois do início da sessão algumas das principais praças financeiras ainda não mostram uma trajetória definida em dia de reunião sobre política monetária no Banco Central Europeu em Frankfurt.

Londres, Moscovo, Paris e Zurique estavam em terreno negativo. Amesterdão estava ligeiramente acima da linha de água. Frankfurt, Madrid e Milão estavam em terreno positivo com subidas abaixo de 0,5%. A Bolsa de Lisboa registava ganhos, com o índice PSI 20 a subir 0,5%, com as ações da Altri e do BPI a perderem mais de 2% e as ações do BCP a liderarem destacadamente as subidas com um avanço de mais de 5%.

Preço do Brent em novo máximo do ano

O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência internacional, mantém a sua trajetória de subida, apesar do fracasso da iniciativa de Doha no domingo e do cancelamento da greve no sector petrolífero do Kuwait. Pelas 6h50 (hora de Portugal), durante a sessão asiática, a cotação do barril subiu para 46,13 dólares, um novo máximo do ano. Na abertura da sessão europeia negociava em 45,98 dólares e pelas 9h30 registava 45,74 dólares, acima do fecho de quarta-feira.

O mercado petrolífero foi hoje marcado pelas declarações em Tóquio de Fatih Birol, responsável da Agência Internacional de Energia, que prevê que os produtores de petróleo não membros do cartel da OPEP tenham uma quebra recorde este ano que já não se observava há 25 anos. “Este ano prevemos a maior queda na oferta por parte dos não membros da OPEP, na ordem de 700 mil barris por dia. Ao mesmo tempo, a procura global crescerá liderada pela Índia, China e outros emergentes”, sublinhou. Esta quebra poderá reduzir o excedente existente atualmente no mercado que pressiona os preços em baixa.

No entanto, a Rússia já declarou que, na ausência de um acordo de congelamento da produção em maio ou junho, poderá subir a produção para os seus anteriores máximos históricos e o Irão tem mantido a sua estratégia de regressar aos níveis de produção antes da imposição de sanções internacionais.

Tóquio puxa pela Ásia, e China continua no vermelho

Os mercados financeiros da Ásia Pacífico fecharam “mistos”, com as bolsas de Tóquio e Hong Kong a puxarem pelos ganhos e as bolsas de Xangai e Shenzhen a manterem-se no vermelho. Tóquio liderou as subidas na região, com o índice Nikkei 225 a ganhar 2,7% e o Topix a avançar 2.04%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,75%. O Japão continua com sentimento positivo depois de ontem ter sido divulgado que o excedente da balança comercial em março subiu 240% em relação ao mês anterior – as importações desceram 14,9% e as exportações apenas recuaram 6,8%.

Na China, as bolsas continuam em terreno negativo pela segunda sessão consecutiva. O índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas) caiu 0,64%. Em Xangai, o índice geral perdeu 0,66% e, em Shenzhen, o índice geral recuou 1,23%. Na quarta-feira, Xangai caiu 2,3% e Shenzhen afundou-se 4,4%. Os investidores nos mercados financeiros chineses receberam mal um aviso da agência noticiosa Xinhua de que o Banco Popular da China, o banco central, será “mais prudente” de futuro quanto a estímulos monetários. A agência Fitch reforçou o pessimismo dizendo que o crescimento económico mascara riscos financeiros e o financeiro George Soros descreveu a atual situação da bolha de crédito na China como similar ao que se vivia nos EUA em 2007-2008.

As bolsas fecharam ontem com um ganho muito ligeiro de 0,07% à escala mundial, segundo o índice MSCI. A forte quebra na China influenciou negativamente o índice MSCI para a Ásia Pacífico que recuou 0,09%. As bolsas europeias e em Nova Iorque registaram ganhos modestos, segundo os índices MSCI respetivos, com o europeu a subir 0,12% e o norte-americano a ficar ligeiramente acima da linha de água.