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BCE vai comprar dívida de empresas a partir de junho

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O Banco Central Europeu divulgou esta quinta-feira os contornos do novo programa de compras de dívida que vai estar a cargo de seis bancos centrais nacionais coordenados por Frankfurt. Banco de Espanha estará envolvido

Jorge Nascimento Rodrigues

O Banco Central Europeu (BCE) vai iniciar em junho a aquisição nos mercados primário e secundário de dívida denominada em euros de entidades empresariais não bancárias da zona euro que tenham pelo menos uma notação (rating) não especulativa. Mario Draghi, o presidente do BCE, disse na conferência de imprensa que se seguiu à reunião desta quinta-feira do banco que o sector segurador está abrangido pelo programa.

Estão excluídos os bancos, as entidades cuja companhia-mãe seja um banco, e os veículos de gestão de ativos ou fundos de resolução ou reestruturação do sector financeiro. Também não é elegível a compra no mercado primário de emissões por parte de entidades que se qualifiquem como empresas públicas.

O limite de aquisição é de 70% por emissor, mas pode ser inferior, por exemplo, no que respeita a empresas públicas. As maturidades elegíveis estendem-se de seis meses a 30 anos no momento de aquisição.

A decisão de comprar dívida de empresas foi anunciada na reunião de março do BCE no quadro do pacote de novos estímulos monetários, mas só esta quinta-feira foram divulgados os detalhes depois da reunião de política monetária do banco.

O programa de compras vai ser coordenado em Frankfurt pelo BCE, mas estará a cargo de seis bancos centrais nacionais – Banco Nacional da Bélgica, Bundesbank (banco central alemão), Banco de Espanha, Banco de França, Banco de Itália e Banco da Finlândia. Cada um deles estará encarregado por “uma parte específica da zona euro”.

  • Mario Draghi revelou na conferência de imprensa desta quinta-feira que o conselho diretivo do Banco Central Europeu reafirmou por unanimidade a necessidade da política monetária de estímulos atual. "Obedecemos à lei e não aos políticos. Somos independentes", disse o presidente do BCE