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2016: mais desemprego e mais procura interna

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Marcos Borga

Novo cenário macroeconómico mantém crescimento do PIB de 1,8% para 2016 mas muda a forma da economia portuguesa lá chegar. Informação consta do Programa Nacional de Reformas

O novo cenário macroeconómico do Ministério das Finanças prevê um contributo maior da procura interna e um menor contributo da procura externa para a economia portuguesa crescer.

Face ao cenário constante do Orçamento do Estado para 2016, que entrou em vigor no último dia de março, o Governo prevê agora novos números para este ano.

O desemprego já não desce para 11,3%, ficando pelos 11,4%.

O contributo negativo da procura externa líquida para o crescimento da economia portuguesa, ou seja, do que o país exporta descontando o que importa ao estrangeiro, já não é de -0,4% mas piora para -0,6%.

Inversamente, o contributo positivo da procura interna para o crescimento da economia portuguesa, ou seja, o que as famílias consomem, o que o Estado gasta e o que o país investe, já não é de 2,2% mas cresce para 2,4%.

A previsão para a inflação mantém-se nos 1,2% mas o deflator do PIB – um indicador mais obscuro para a vida dos portugueses mas deveras importante para determinar o PIB nominal e logo o valor do défice e da dívida e do próprio esforço orçamental exigido ao Governo – sobe de 2% para 2,1% em 2016, o valor mais alto de todo o cenário macroeconómico até 2020.

O excedente externo da economia portuguesa também não será tão elevado como previsto no Orçamento do Estado para 2016. O excedente da balança corrente já não sobe para 0,9% do PIB mas fica-se pelos 0,4% do PIB e o excedente da balança de capital será de 1,2% em vez de 1,3% do PIB.