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OPA ao BPI dependente de Angola deverá estar fechada em setembro

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Falta a aprovação do Banco Nacional de Angola à operação que beneficia da lei que põe fim à blindagem de estatutos das assembleias gerais depois de 1 de julho

A Oferta Pública de Aquisição (OPA) CaixaBank sobre o BPI está dependente da luz verde do Banco Nacional de Angola (BNA) e o banco catalão quer ter esta operação fechada até setembro. Neste processo, o CaixaBank deverá beneficiar da lei que põe fim à blindagem dos estatutos desde que a assembleia geral do banco seja marcada para depois de 1 de julho.

De acordo com o 'Jornal de Negócios', antes de pôr fim ao limite de votos existente no BPI com a desblindagem, o CaixaBank precisa de garantir a boa vontade do supervisor angolano em relação à operação, à semelhança do que é suposto acontecer com todos os supervisores dos países onde o banco está presente, bem como com a Comissão Europeia.

Entre as autorizações que o banco catalão precisa a mais difícil de obter é a do Banco Nacional de Angola e na oferta lançada sobre o BPI em 2015 foi a única que não chegou a ser dada.

Outra das limitações é a blindagem dos estatutos. Com a assembleia geral marcada para depois de 1 de julho, os catalães já não terão os votos limitados a 20% e poderão fazer passar a operação, mesmo com o preço baixo, com o apoio de apenas mais 5,9% do capital do banco, refere o 'Diário de Notícias'. Ou seja, a partir do momento em que conseguir pôr fim à blindagem, os espanhóis deixam de precisar que a Santoro aceite vender na OPA.

  • O banco catalão detém 44,1% do BPI e o anúncio da OPA surge um dia depois de o banco português ter avisado o mercado de que tinha ficado sem efeito um princípio de acordo entre o Caixabank e o segundo maior acionista do banco, os angolanos da Santoro Finance, sobre o controlo do banco português.

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