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Contrafação gera tanto dinheiro como o narcotráfico

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A Nike, Rolex e Ray Ban e Louis Vuitton surgem entre as marcas mais falsificadas, mas o relatório da OCDE sobre contrafação e produtos pirateados indica que não são apenas as grandes empresas a serem seriamente lesadas

Os produtos contrafeitos renderam 408 mil milhões de euros em 2013, segundo as estimativas apresentadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Europeu (OCDE), o que representa 2,5% das importações a nível global e equivale ao valor gerado pelo narcotráfico.

Em “Comércio na Contrafação e Bens Pirateados: Mapeando o Impacto Económico”, a OCDE apresenta os dados baseados em cerca de meio milhão de apreensões alfandegarias ocorridas em todo o mundo entre 2011 e 2013.

O relatório indica que entre as marcas que “parecem ser maiores alvos dos autores das contrafações” encontram-se a Rolex, a Ray Ban, a Louis Vuitton e a Nike. O calçado apresenta-se como o tipo de artigo mais apreendido, seguido pelo vestuário, artigos de cabedal e equipamentos elétricos.

A China surge destacadíssima como o país onde ocorreu a maior produção de bens contrafeitos em 2013, representando cerca de 63,2% do total. Mas o relatório indica que as próprias marcas chinesas mais inovadoras também são vítimas do impacto da contrafação.

Os Estados Unidos, seguidos pela Itália, França e Suíça surgem como os países mais prejudicados.

“As conclusões deste novo relatório contradizem a ideia de que a contrafação apenas prejudica as grandes empresas e os bens de luxo. Eles aproveitam-se da confiança nas marcas registadas e nos seus nomes para minarem economia e colocarem vidas em perigo”, sustenta o vice secretário-geral da OCDE Doug Frantz.