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Carlos Costa: “O Banco de Portugal fez o que tinha a fazer para dar liquidez ao Banif”

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Marcos Borga

Governador diz que fez tudo para apoiar o banco e que a hipótese de empréstimo da Caixa Geral de Depósitos nunca chegou a ser colocada formalmente

O Governador do Banco de Portugal (BdP) garante que fez tudo para assegurar a liquidez do Banif nos dias que antecederam a resolução do banco. “O Banco de Portugal fez o que tinha a fazer para dar liquidez ao Banif e fê-lo de forma ativa”, assegurou Carlos Costa no Parlamento, onde está a ser ouvido na comissão de inquérito ao Banif.

A resposta do Governador surgiu na sequência de questões colocadas pelo deputado socialista João Galamba que quis saber, junto de Carlos Costa, se o BdP fez tudo o que podia antes de ter sugerido uma limitação no acesso do Banif a fundos do Banco Central Europeu. Costa repetiu o que já tinha dito a propósito da polémica de ter sido o BdP a propor um limitação de acesso do Banif ao Eurosistema: a limitação de acesso é a medida menos gravosa face às duas alternativas de suspensão ou retirada do estatuto de contraparte.

A alternativa foi o recurso a injeção de liquidez de emergência (ELA, na denominação inglesa) que foi concedida a primeira vez a 15 de dezembro (terça-feira). Mas, explicou Carlos Costa, era uma solução temporária e teriam que ser encontradas alternativas: “Uma ELA renova-se todos os dias e o Conselho de Administração do BdP tem que tomar essa decisão todos os dias.”

Sobre a hipótese avançada pela administração do Banif de haver um empréstimo da Caixa Geral de Depósitos, o Governador do BdP diz que teve conhecimento na manhã de dia 18 (sexta-feira imediatamente anterior ao fim-de-semana da resolução), mas que a ideia não foi sequer suscitada formalmente junto do Governo.

Só nessa condição, diz Costa, é que o BdP se deveria pronunciar e isso não aconteceu: “Pouco depois de receber o pedido recebemos informação a dizer que não é enquadrável e que não havia um pedido formal.”