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Banco de Fomento pode ser solução para malparado

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Relatório da última avaliação pós-programa da Comissão Europeia sugere que o Banco de Fomento faça parte da solução para resolver o problema do crédito malparado na banca portuguesa

Bruxelas sugere que o Banco de Fomento faça parte da solução para resolver o problema do crédito malparado que existe na banca portuguesa, de acordo com o relatório da última avaliação pós-programa da Comissão Europeia .

Segundo este documento, Portugal precisa de reduzir o endividamento e limpar o malparado do balanço dos bancos, o que pode ser conseguido com a aceleração dos processos de execução de dívidas nos tribunais, para cativar o interesse de investidores pela compra de de dívidas e ativos problemáticos.

A recomendação, noticiada no "Jornal de Negócios", ressalva que “a estrutura da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) já está criada mas ainda não está plenamente operacional”. Ainda assim, Bruxelas recorda que a instituição liderada por José Fernando Figueiredo “tem mandato para atuar em segmentos de mercado onde forem identificadas falhas ou insuficiências de mercado”.

Segundo os seus estatutos, o IFD identifica-se como uma “sociedade financeira que tem como objeto a realização de operações que visem colmatar as insuficiências de mercado no financiamento de pequenas e médias empresas, através da gestão de fundos de investimento, de outros patrimónios autónomos ou de instrumentos de natureza análoga, suportados por fundos públicos de apoio à economia, e da realização de operações de crédito, incluindo concessão de garantias e outros compromissos”.

Em outubro, o "Diário Económico" noticiou que a Comissão Europeia tinha levantado dúvidas à DireçãogGeral da Concorrência sobre a criação o Banco de Fomento, receando que funcione como mais um “lugar para os amigos”.

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