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Trambolhão no preço do petróleo. Bolsas da Ásia no vermelho

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O preço do barril de Brent caiu 5,2% na abertura de segunda-feira depois do fracasso da reunião de Doha no domingo. Praças financeiras asiáticas registam quedas, com Tóquio a perder mais de 3%

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois do fracasso de uma reunião de catorze horas em Doha no domingo, o preço do barril de petróleo de Brent registou uma queda de 5,2% logo na abertura dos mercados financeiros da Ásia esta segunda-feira. O preço do Brent abriu em 40,87 dólares pela 1 hora da manhã em Portugal face a um fecho em 43,10 dólares na sexta-feira passada. Pelas 7h15 (hora de Portugal) cotava-se em 40,95 dólares, quando já haviam fechado as bolsas de Tóquio, Sidney, Seul e Taipé.

Os 17 participantes, membros e não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), na reunião na capital do Qatar não conseguiram chegar a um acordo para um congelamento da produção mensal nos níveis de janeiro. Nova reunião foi agendada para junho. O trambolhão no preço do crude era, por isso, esperado, depois de um período de subida de mais de 30% desde meados de fevereiro, quando foram reveladas as reuniões em Doha entre Arábia Saudita, Rússia, Venezuela e Qatar.

Em virtude da correlação positiva entre a volatilidade do preço do petróleo e as variações nas bolsas de ações, as praças financeiras asiáticas mergulharam no vermelho esta segunda-feira. Entre as bolsas que já fecharam, Tóquio destaca-se por liderar as quedas. O índice Nikkei 225 perdeu 3,4% e o TOPIX recuou 3,03%. O índice de volatilidade em Tóquio subiu 17%. As quedas em Sidney, Seul e Taiwan foram mais modestas, abaixo de 0,5%. Nas bolsas chinesas e em Hong Kong os índices perdiam mais de 1%. Escava à maré vermelha na Ásia Pacífico, a bolsa de Mumbai.

Os futuros em Frankfurt e Wall Street estão em terreno negativo indiciando aberturas também no vermelho.