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Afinal vai haver um manifesto: defende que a reconfiguração da banca respeite o interesse nacional

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O manifesto antiespanholização da banca portuguesa deu lugar a um novo documento que pede que se respeitem os interesses portugueses nas alterações em curso no sector financeiro

Um conjunto de economistas e gestores vai avançar com um manifesto “pela reconfiguração da banca em Portugal”. Será assinado por João Salgueiro, Alberto Regueira, Júlio Castro Caldas, José António Girão e António Barreto, sabe o Expresso.

Este documento não se assume contra a espanholização do sistema financeiro português, ao contrário de um manifesto que chegou a ser dado como certo e que acabou por não avançar. Mas defende que a reconfiguração da banca tem de respeitar o interesse nacional e que esse processo tem de contar com a participação das autoridades e de empresas portuguesas.

O documento será crítico da intervenção do Banco Central Europeu (BCE) e da Direção Geral da Concorrência da União Europeia (DGCom) nas alterações que estão a acontecer na banca em Portugal e defende que o que se passou no Banif (resolução com venda de parte do negócio ao Santander) não se pode repetir no Novo Banco e no BCP. Defenderá também a diversificação da origem do capital na banca, considerado determinante para a livre concorrência na economia portuguesa. Por isso, uma das linhas principais deste manifesto é que uma livre concorrência não será garantida se a banca estiver concentrada num único país estrangeiro.