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Não houve acordo em Doha. Espera-se “choque” no mercado petrolífero

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Depois de catorze horas de reunião, os 17 participantes na reunião realizada na capital do Qatar não conseguiram um acordo. Nova reunião marcada para junho

Jorge Nascimento Rodrigues

A iniciativa de Doha acabou por não produzir este domingo nenhum acordo no sentido de um congelamento da produção por parte dos principais exportadores do cartel da OPEP (Organização dos Países Exportadores do Petróleo) e de outros importantes produtores mundiais, como a Rússia e o México.

Depois de catorze horas de reunião na capital do Qatar, com a participação de 11 membros da OPEP e de seis não membros, entre eles a Rússia e o México, o ministro dos petróleos da Nigéria Emmanuel Ibe Kachikwu anunciou que novo encontro se realizará em junho, mês em que se reunirá a própria OPEP em Viena de Áustria. O ministro dos petróleos do Qatar Mohammed Saleh Abdulla Al Sada disse, no final da reunião, que o grupo necessita de "mais tempo".

Ainda durante a manhã, havia a esperança que pudesse sair do encontro um acordo para um congelamento temporário da produção até outubro, mas nem mesmo esse compromisso foi conseguido no final. Uma das ausências chave, a nível ministerial, nesta reunião foi o Irão, membro da OPEP, que pretende aumentar a sua produção anual, reconquistando a posição que tinha antes das sanções que lhe foram impostas.

Gorou-se, assim, a expetativa positiva em relação a esta iniciativa de Doha iniciada em meados de fevereiro pela Arábia Saudita, Rússia, Venezuela e Qatar. O processo permitiu ao preço do barril de petróleo um disparo de mais de 30% situando a sua cotação, no caso do Brent, perto de 45 dólares no pico da semana passada. Os analistas temem, agora, um "choque" negativo nos mercados petrolíferos logo que abrirem esta segunda-feira.

A bolsa da Arábia Saudita liderou este domingo as quedas nas praças financeiras do Médio Oriente, com o índice Tadawull a recuar quase 1,5%.