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IRS 2015: Uma versão simples

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d.r.

Milhares de contribuintes estão “às aranhas” com a entrega do IRS este ano. Alguns entregaram-no sem sequer terem simulado o reembolso ou pagamento de imposto, porque desistiram de tentar perceber onde estão os dados que estavam habituados a ver. Mas há uma solução para quem não se está a entender com o Portal das Finanças

Pedro Andersson/SIC

A Associação de Defesa do Consumidor (DECO), tal como fez no ano passado, acaba de disponibilizar um programa informático - IRS sem Custo - que promete ajudar os que não percebem nada de IRS a fazerem não só a entrega sem erros, como também a escolherem as melhores opções possíveis.

Para usar o programa, tem de ir AQUI e inscrever-se. Tem de dar os seus contactos. Pode escolher ser contactado pela DECO apenas para esta ação. Depois de fazer o registo, recebe um e-mail com o link para descarregar o ficheiro do programa e uma password. A DECO garante que nenhum dado passa por eles. Recordo que no ano passado a Comissão Nacional de Proteção de Dados suspendeu o programa da DECO por prevenção e até hoje não decidiu nada sobre o assunto, apesar da DECO continuar a garantir a total privacidade dos dados dos que o utilizarem.

No ano passado fiz a entrega do IRS da minha mãe usando o programa e fiquei “maravilhado” com a simplicidade do IRS Sem Custo. Não há cá anexos A e B e C e D e por aí fora. Não há quadros 6A, 6B e 6C.

Não há sujeitos passivos e dependentes: há pais e filhos e pergunta se tem avós a viver em casa (não fala em ascendentes). Pergunta quanto gastei no ano passado com o Rodrigo ou com o Henrique porque disse quais eram os nomes dos meus filhos. É simples, muito mais simples.

Infelizmente, graças à falta de resposta da Comissão Nacional de Proteção de Dados à questão que ela própria levantou há um ano, a DECO teve de cortar este ano a ligação direta do programa entre o utilizador e o Portal das Finanças. Portanto, vai ter de inserir os dados um a um quando podiam estar pré-preenchidos automaticamente.

Adiante. É muito simples, porque o programa pede-lhe as informações passo a passo e pergunta todas as opções possíveis (em português que todos entendemos), para que no final o programa escolha por si a melhor opção possível para si ou o seu agregado familiar. Coisa que o Portal das Finanças não faz.

Cheguei a validar os meus dados no Portal das Finanças, disse-me que a declaração não tinha erros e cheguei a pensar em submetê-la, mas felizmente não o fiz. O facto de não ter erros não significa que vá ter o maior reembolso possível. E quem não percebe nada disto facilmente desiste, por cansaço, de tentar encontrar todas as melhores escolhas.

Por exemplo, no último passo, a aplicação da DECO diz-lhe automaticamente se deve entregar em conjunto ou em separado, mesmo que os membros do casal entreguem em fases diferente (um agora em abril e o outro em maio). E diz-lhe se deve englobar os rendimentos ou não, se tiver outras fontes de rendimento como rendas.

Portanto, não tenha pressa em entregar o IRS. Ainda tem bastante tempo. Há tantas alterações, que vale a pena esperar e fazer todas as simulações possíveis.

O IRS Sem Custo permite-lhe depois gravar o ficheiro com a melhor opção para si e depois só tem de ir ao Portal das Finanças, carregar esse ficheiro, validá-lo e submetê-lo, como se tivesse sido feito no Portal. Uma grande vantagem.

Caso já tenha entregue o IRS, mas se ainda tem algumas dúvidas, use a aplicação e confirme que realmente fez tudo bem. Caso note que ficou prejudicado com a primeira declaração é só entregar outra, porque ainda está dentro do prazo.

Experimente ou confirme. Pode ter uma diferença no reembolso de dezenas, ou mesmo centenas, de euros...