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Brasileiros são a nova coqueluche

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As zonas de Cascais, Estoril, Porto e Algarve estão entre as preferidas dos brasileiros que compram casa em Portugal

João Carlos Santos

Depois dos chineses e dos franceses, o sector imobiliário português vira-se para o outro lado do Atlântico

Marisa Antunes

Jornalista

Já lá vai o tempo em que os brasileiros que aterravam em Portugal vinham em busca de trabalho na restauração, para tarefas domésticas ou na construção civil. Aquela que é a maior comunidade estrangeira em Portugal, com 87.493 residentes, representando 22,1% do total dos estrangeiros a viver legalmente no nosso país (números do último relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras referentes a 2014), tem vindo a sofrer mudanças significativas nos anos mais recentes. E hoje estão entre os estrangeiros mais acarinhados pelo mercado imobiliário português.

Os brasileiros de baixas habilitações, que procuravam uma vida melhor e que aqui chegaram aos milhares na década de 90, estão a ser substituídos por compatriotas totalmente distintos no que diz respeito à sua capacidade financeira e ao seu nível de instrução. Pessoas que estão a descobrir Portugal, a posicionarem-se como turistas de luxo (dados da Global Blue, que monitorizam as chamadas vendas ‘tax free’ no retalho, posicionam os brasileiros no top 3 entre aqueles que mais gastam em compras) e a comprarem cá casa quando percebem que Portugal tem mais do que afinidades linguísticas e culturais.

Luís Lima, presidente da APEMIP — Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação de Portugal, que há muito tem alertado os seus associados para o potencial dos investidores brasileiros, lembra que há vários fatores que atraem estes compradores: “Portugal é um país seguro, sem muita criminalidade e isso é muito importante para eles. E do ponto de vista da rentabilidade, eles, que tradicionalmente sempre investiram no imobiliário da Florida (EUA), estão a aperceber-se que depois do subprime, os imóveis ali desvalorizaram muito, enquanto em Portugal conseguem facilmente taxas de rentabilidade de 5 ou 6%”.

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