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Acordo no BPI continua um mistério

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Isabel dos Santos e La Caixa comunicaram um entendimento, mas cinco dias depois nada se sabia

Depois de no domingo à noite os maiores acionistas do BPI — a angolana Isabel dos Santos e o espanhol La Caixa — terem anunciado ao mercado que chegaram a um acordo, seguiu-se um silêncio ensurdecedor. O entendimento pôs fim a longas negociações para responder à exigência do Banco Central Europeu (BCE) de reduzir a exposição do BPI a Angola, mas até sexta-feira de manhã estes acionistas nada mais disseram.


A negociação das ações do banco foi suspensa logo na segunda-feira, à espera de informação sobre os termos do acordo. Mas Isabel dos Santos (18,58%) e o Caixabank (44,1%), do grupo La Caixa, fecharam-se em copas. No meio financeiro começou a especular-se sobre a possibilidade de existirem ainda pontas soltas no acordo quando os dois grandes acionistas do BPI anunciaram, a 10 de abril, fumo branco. É que esse era o último dia do prazo concedido pelo BCE para encontrar uma solução — a partir daí Frankfurt poderia começar a aplicar uma coima diária (no máximo cerca de €160 mil), criando uma pressão adicional para que a questão fosse resolvida. O acordo tem muitas condições prévias colocadas por ambas as partes e o entendimento continua a revelar-se difícil. São dois negociadores duros.

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