Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Há sete anos que a China não crescia tão pouco

  • 333

HOW HWEE YOUNG / REUTERS

No primeiro trimestre de 2016, a economia chinesa cresceu 6,7%, o mínimo dos últimos sete anos. Já em 2015, o crescimento anual fora de 6,9%, o ritmo mais lento dos últimos 25 anos

O crescimento da economia chinesa abrandou para 6,7% no primeiro trimestre de 2016, os piores dados de crescimento trimestral dos últimos sete anos, anunciou esta sexta-feira o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China.

Aquele valor representa um abrandamento de 0,1 pontos percentuais em relação aos três meses anteriores e de 0,2 pontos percentuais face ao exercício conjunto de 2015.

Ainda assim, março trouxe sinais positivos para a economia chinesa, numa altura em que Pequim lança várias políticas visando manter o crescimento económico.

A atividade manufatureira expandiu pela primeira vez em nove meses, enquanto as vendas ao exterior da China aumentaram 18,7%, em termos homólogos, segundo dados oficiais.

O gigante asiático é a segunda maior economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos da América, e o principal motor de recuperação da economia global após a crise financeira de 2008.

No primeiro trimestre, a economia registou um "desenvolvimento equilibrado", afirmou o GNE em comunicado, acrescentando que as figuras revelam "sinais positivos nos principais indicadores".

"Devemos estar cientes de que atravessamos um momento crítico na transformação e melhoria [da estrutura industrial], assim como na substituição de velhos motores de crescimento por novos", acrescentou.

Pequim está a encetar uma transição no modelo económico do país, visando uma maior preponderância do setor dos serviços e o encerramento de unidades de indústria pesada vistas como "improdutivas".

As vendas a retalho avançaram 10,5% em março, face ao mesmo mês do ano passado, segundo os dados do GNE, enquanto o investimento em ativos fixos aumentou 10,7% no primeiro trimestre, em termos homólogos.

O preço de novos fogos de habitação voltou também a subir nos últimos meses depois do banco central chinês aprovar diversas medidas (sobretudo a redução do pagamento inicial), visando facilitar a concessão de hipotecas para a compra da primeira ou segunda casa.

Apesar dos sinais positivos, o GNE alertou que "as dificuldades do ajustamento estrutural persistem e a pressão descendente na economia não pode ser ignorada".

A economia chinesa cresceu 6,9% em 2015, o ritmo mais lento dos últimos 25 anos.