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Governo angolano autoriza fusão entre bancos Millennium Angola e Atlântico

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Projeto de fusão estava a ser preparado desde maio, tendo sido aprovado pelos principais acionistas do BCP e do BPA

O Banco Nacional de Angola (BNA) e o Governo angolano autorizaram a constituição do novo Banco Millennium Atlântico, informou hoje à Lusa, em Luanda, fonte ligada à fusão, que dará lugar a um dos maiores bancos nacionais.

A operação de fusão entre o Banco Millennium Angola (BMA) e o Banco Privado Atlântico (BPA) foi anunciada pelas duas instituições a 08 de outubro de 2015, devendo o novo banco ser cotado numa bolsa africana no espaço de três anos, conforme divulgado na altura.

De acordo com fonte ligada ao processo de fusão, o BNA e o Governo angolano autorizaram esta semana todos os processos para a "constituição" do novo Banco Millennium Atlântico.

O BMA e o BPA podem assim avançar com uma fusão no mercado angolano, com o Banco Comercial Português (BCP) - que detém 51% do BMA - a ficar com uma participação de 20% no novo banco, conforme divulgado em outubro pela instituição portuguesa.

O projeto de fusão estava a ser preparado desde maio, tendo sido aprovado pelos principais acionistas do BCP e do BPA.

O memorando de entendimento com o maior acionista do BPA, a Global Pactum - Gestão de Ativos, foi assinado em outubro e a fusão vai criar a segunda maior instituição privada em crédito à economia angolana, com uma quota de mercado aproximada de 10% em volume de negócios.

O banco liderado por Nuno Amado realçou em comunicado que esta fusão reforça a sua capacidade de expansão em Angola, permitindo "obter condições para crescer em contexto adverso" e, simultaneamente, adaptar-se às implicações decorrentes da alteração da equivalência de supervisão decidida no final do ano passado pela Comissão Europeia relativamente àquele país africano.

As sinergias de custos resultantes desta fusão estão estimadas em 20 milhões de euros por ano.
O BCP lançou o BMA em 2006 e, no final de 2007, abriu o seu capital à petrolífera angolana Sonangol e ao BPA, que controlam 49% da entidade.