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Novo Banco quer encaixar €700 milhões com imobiliário

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José Carlos Carvalho

Banco continua plano de optimização de custos, que prevê o encerramento de 170 balcões e a redução de cerca de mil funcionários

O Novo Banco vai continuar com o programa de venda de activos, como imobiliário e participações financeiras, para encaixar cerca de €700 milhões, de acordo com uma apresentação do banco divulgada no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Além da alienação de activos imobiliários, a instituição prevê "uma desalavancagem ordenada para maximizar o valor" através da venda de posições em empresas e operações internacionais e alienação de posições em fundos de reestruturação. Num momento em que quer novos investidores,e além da venda de activos, o Novo Banco realça ainda que o objectivo é focar-se na actividade no mercado nacional.

O banco pretende continuar com o plano de optimização de custos, que prevê o encerramento de 170 balcões e a redução de cerca de mil funcionários ao longo do ano. Descer os custos de financiamento, atrair novos clientes com um perfis de baixo e médio risco e reforçar a presenção junto das PME são outros dos objetivos.

Esta apresentação surge depois do Banco de Portugal ter anunciado o relançamento do processo de venda da instituição, num processo em que serão privilegiadas instituições do sector financeiro, e depois de a Comissão Europeia ter aprovado o plano de reestruturação.

Depois de ter fechado o último ano com prejuízos de €981 milhões, um resultado que o Novo Banco justifica com o elevado nível de provisões e imparidades, o programa de reestruturação da entidade antecipa que a instituição ainda registe prejuízos de €455 milhões neste exercício e de €195 milhões em 2017.