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Nova Expressão vai pedir adiamento de AG da Inapa

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Empresa de Pedro Baltazar, acionista da Inapa, defende que a cessação de funções do presidente da Parpública e a incerteza sobre a futura administração da CGD aconselham a “um compasso de espera” na definição do futuro da Inapa

A Nova Expressão SGPS vai apresentar esta sexta-feira, no início da Assembleia Geral da Inapa, um requerimento para solicitar o adiamento da reunião de acionistas. A intenção é justificada pela empresa de Pedro Baltazar com a necessidade de "fazer um compasso de espera" que permita clarificar primeiro o futuro das administrações de dois dos acionistas da Inapa: a Parpública e a Caixa Geral de Depósitos.

Fonte da Nova Expressão explicou ao Expresso que a intenção de pedir o adiamento da AG "saiu reforçada esta semana" com o anúncio de que o presidente da Parpública, Pedro Ferreira Pinto, vai deixar o cargo na próxima sexta-feira, 15 de abril, por sua iniciativa.

"Havendo um presidente de um acionista, a Parpública, que não está em funções e sabendo-se que o conselho de administração de outro acionista, a Caixa Geral de Depósitos, também vai mudar, parece-nos extemporâneo manter uma AG para definir o novo modelo de governance da empresa ou a estratégia de futuro da Inapa", resumiu fonte da Nova Expressão, sublinhando "o mal-estar" da empresa de Baltazar por a AG decorrer "numa conjuntura de alterações de administrações de acionistas"

De acordo com as informações recolhidas pelo Expresso, a Nova Expressão, que tem cerca de 11% de ações ordinárias da Inapa e 3% dos direitos de voto, deverá, no entanto, estar isolada neste pedido de adiamento. Um isolamento que a mesma fonte assume e que reforça o sentimento de "ruptura" existente na estrutura acionista da Inapa. Além da Nova Expressão, a estrutura acionista da Inapa integra a Parpública, com 32,72% de ações ordinárias, o BCP, com 17,99% de ações ordinárias e 40,39% de ações preferenciais, a CGD, com 49,47% de ações preferenciais e o Novo Banco, com 9,16% de ações preferenciais.

A avançar a AG, um dos pontos na agenda será a votação da lista dos novos órgãos sociais propostos para o triénio 2016-18 e que reconduz Álvaro Pinto Correia na presidência do Conselho de Administração. Uma lista que "não acolherá o voto favorável" da Nova Expressão, por entender que a nova administração deveria ter um cariz mais virado para a definição de "uma nova estratégia para o futuro da empresa", mais virada para os mercados internacionais e com "um novo modelo de governance".

Fundada há 50 anos, a Inapa – que foi a primeira fábrica portuguesa de papel – tem hoje um universo de cerca de 1400 colaboradores, está presente em 9 países, com mais de 70 mil clientes e tem operações nas áreas do papel, embalagem e comunicação visual.

Em 2014 a empresa faturou mais de 900 milhões de euros e teve um resultado líquido de 2,1 milhões, um ganho de 63% face ao ano anterior.