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Administração do Novo Banco ganhou 1,7 milhões em 2015

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Alberto Frias

Os seis administradores-executivos do Novo Banco receberam 1,7 milhões de euros em 2015. Os gestores do banco que recebeu os ativos “bons” do BES foram mais bem remunerados que os homólogos da CGD

A administração do Novo Banco, liderada por Eduardo Stock da Cunha, é composta por seis elementos, que em conjunto ganharam 1,670 milhões de euros brutos, mais do que os seis gestores-executivos da Caixa, cujo remuneração global ascendeu a 1,048 milões de euros brutos.

Quem mais recebe é o presidente Eduardo Stock da Cunha, cuja remuneração anual ascendeu 384,7 mil euros, lê-se no relatório e contas. José de Matos, o presidente da Caixa Geral de Depósitos, o maior banco do país, recebeu 232,2 mil euros. A gestão da Caixa tem os salários equiparados ao estatuto de gestor público. Stock da Cunha é quadro do inglês Lloyds.

O segundo melhor salário (277,3 mil euros) é recebido por quatro vogais, entre os quais Jorge Cardoso, que foi requisitado à Caixa, onde ganhava 194,4 mil euros. O conselho fiscal, composto por três elementos, recebe no seu conjunto 244,4 mil euros.

A venda e os despedimentos

O processo da venda do Novo Banco está neste momento em curso, e a gestão de Stock da Cunha anda desde este terça-feira em "road show" para atrair investidores. Irão dar informação sobre o Novo Banco a 60 fundos.

Antes disso, abordaram já algumas intituições, nomeadamente os espanhóis Santander, La Caixa e os norte-americanos da Apollo, donos das seguradoras Tranquilidade e da Açoreana. O "road show" é liderado pelo ex-secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro, convidado para o efeito pelo Banco de Portugal.

O Novo Banco tem neste momento em curso um processo de rescisão por mútuo acordo, cujo objetivo é envolver mil trabalhadores no âmbito do plano de reestruturação aprovado por Bruxelas. Se não for atingido este número de saídas, o presidente Eduardo Stock da Cunha já disse que terá de avançar com um despedimento coletivo.

Stock da Cunha já respondeu na Assembleia da República a perguntas sobre os despedimentos, depois de a Comissão de Trabalhadores ter questionado o processo.