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Mota-Engil reduz pessoal em Angola

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SAUL LOEB / AFP / Getty Images

A Mota-Engil, que chegou a ter cerca de 700 expatriados em Angola, tem neste momento menos de 400. A grande maioria dos quadros serão transferidos para outros empreendimentos na América Latina. Não está em causa um despedimento coletivo

É um sintoma de algo maior: a Mota-Engil vai reduzir o número de trabalhadores que tem destacados em Angola, revela o "Jornal de Negócios" esta terça-feira.

Com a quebra de atividade em Angola, devido à crise provocada pela queda dos preços do petróleo, o grupo português está a ser obrigado a redimensionar a sua estrutura às necessidades do mercado. Nem a chamada do FMI ao país parece ter tranquilizado todos os que têm negócios no país.

Alguns dos quadros serão mobilizados para outros mercados, em particular na América Latina, e outros serão convidados a fazer uma rescisão amigável.

A Mota-Engil, que chegou a ter cerca de 700 expatriados em Angola, conta hoje já com menos de 400. Fonte da empresa garante que não está previsto nenhum despedimento coletivo, nem foi ainda definido um número específico para a redução de pessoal em Angola.

Neste momento, a maior obra do grupo Mota-Engil no país é a barragem de Calueque. Em 2015, a Mota-Engil registou uma quebra do volume de negócios de 21% em África, onde Angola é o seu principal mercado, de 1062 para 835 milhões de euros, escreve o matutino económico.