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Itália lança fundo de resgate bancário

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Batizado Fundo Atlante (Atlas) poderá chegar a €6 mil milhões financiado por bancos e outros investidores privados com uma pequena participação da Caixa estatal e gerido por uma sociedade gestora de fundos para não provocar uma reação negativa de Bruxelas

Jorge Nascimento Rodrigues

Saiu fumo branco à noite da reunião promovida na segunda-feira em Roma pelo Ministério das Finanças italiano com o Banco de Itália, o banco central, os banqueiros transalpinos e outras instituições financeiras, como fundações bancárias, seguradoras e outros investidores institucionais, refere o jornal “Corriere della Sera”.

Vai ser lançado um fundo de resgate bancário anunciou a sociedade gestora de fundos privados Quaestio Capital Management que coordenou as reuniões para obtenção de subscritores do Fundo e que será a gestora do veículo. Foi batizado de Atlante (Atlas), da mitologia grega. Conta com “um número importante de adesões” e terá uma participação limitada de um banco público, a Cassa Depositi e Prestiti (CDP), para não atrair obstrução de Bruxelas. O seu capital poderá chegar a €6 mil milhões de euros. A Quaestio, com escritórios em Milão e no Luxemburgo, é participada pela Fondazione Cariplo ligada ao banco Intesa Sanpaolo.

A reunião foi “interina” pois esta terça-feira caberá aos conselhos de administração dos bancos aprovar o veículo financeiro destinado a ajudar a recapitalização e adquirir crédito malparado. O Estado terá uma participação limitada por via da CDP (já se referiu €300 milhões) e o governo chefiado por Matteo Renzi não prestará ajudas públicas, mas definirá apenas “regras de acompanhamento”, com o objetivo de acelerar a recuperação de dívidas, enquadrando a iniciativa no âmbito do recente decreto-lei aprovado, por maioria, no Senado italiano sobre a reforma do crédito cooperativo e as garantias do Estado na titularização de empréstimos.