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FMI: Cotação do petróleo ainda pode cair 10% em 2016

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O World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI) admite que os preços ainda têm margem para cair ao longo deste ano. Impacto positivo de 1% no PIB mundial em 2016 e 2017

Pode ficar descansado quando pensar no dinheiro que vai gastar para abastecer o depósito do seu carro até ao fim do ano. É que, apesar da descida ocorrida no preço dos combustíveis em 2015, há boas perspetivas da baixa de preços prosseguir até ao fim de 2016. Pelo menos, os preços do petróleo poderão cair mais 10%. Quem o diz é o Fundo Monetário Internacional (FMI), na avaliação que faz em abril sobre a economia mundial.

Comparando com os preços de mercado praticados em 2014, as cotações médias anuais do petróleo caíram cerca de 50% em 2015, refere o relatório World Economic Outlook hoje divulgado.

Precisamente devido à orientação dos preços nos mercados de futuros sobre os contratos de petróleo, o FMI admite que o mundo "vai assistir a uma queda adicional de 10% nas cotações médias do petróleo praticadas este ano". E estima que "a recuperação de preços só será posterior a 2016" e "será feita de forma muito gradual".

Mesmo assim, o aumento gradual dos preços dos petróleo - a médio prazo - é uma das principais variáveis equacionadas nas previsões de Abril de 2016 divulgadas pelo FMI. Para 2016, o FMI estima que a cotação média do barril de petróleo será de 35 dólares, prevendo um aumento para 41 dólares em 2017.

O declínio registado nas cotações do petróleo é decomposto em três fatores-chave que provocaram as quedas de preços designadamente, o aumento das quantidades de petróleo produzidas, o enfraquecimento da procura e o aumento da eficiência energética.

O fator que mais contribuiu para pressionar a queda das cotações em 2015, no primeiro cenário considerado pelo FMI, foi o aumento da produção mundial de petróleo.

O enfraquecimento da procura, diz o relatório, deu um contributo fraco para a queda de cotações do petróleo ocorridas em 2015. Também o aumento da eficiência energética só terá impacto significativo no declínio de cotações do petróleo a partir de 2016.

Impacto de 1% na economia global
O FMI avalia os impactos que as quedas de cotações do petróleo no Produto Interno Bruto (PIB) mundial, sobretudo ao nível das pressões orçamentais potenciadas e no stresse sentido nos mercados financeiros por causa dos efeitos que provocou nos principais países exportadores de petróleo e nas regiões geográficas a que pertencem.

O relatório do Fundo estima que o efeito do aumento da produção de petróleo e o consequente excesso de oferta mundial fará com que "em 2021 as cotações do petróleo estarão cerca de 30% abaixo dos preços previstos em 2014".

Esta redução das cotações do petróleo determinada pelo aumento da oferta - diz o FMI -, terá um efeito positivo no PIB mundial, estimado num crescimento de 1% em 2016 e 2017, baixando para 0,75% em 2021, em direta proporção com a recuperação que vier a ocorrer na cotação do petróleo.