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Quadro do Caixa BI detido em Espanha por associação a Mário Conde

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Fernando Guash Vega-Penichet, diretor-geral do Caixa BI em Espanha, foi uma das sete pessoas detidas na sequência da detenção esta manhã de Mário Conde. Vega-Penichet é casado com uma filha do ex-banqueiro espanhol e a sua detenção não está relacionada com a atividade do banco português

O director-geral para Espanha do Caixa Banco de Investimento, subsidiária do banco público português, foi detido esta segunda-feira de manhã, no âmbito da operação de combate a indícios de branqueamento de capitais em torno de contas do ex-banqueiro espanhol Mário Conde. Fernando Guash Vega-Penichet está no Caixa-BI há cerca de nove anos.

O banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos já veio esclarecer que a sua detenção nada tem a ver com atividade do banco português em Espanha. “O Banco CaixaBI é completamente alheio à razão pela qual terá sido hoje detido para interrogatório Fernando Guash Vega-Penichet, responsável pela Sucursal do Caixa Banco de Investimento em Espanha”, afirmou ao Expresso fonte oficial do banco público.

Vega-Penichet é genro de Mário Conde, por casamento com a sua filha Alejandra. E, tal como Alejandra, foi um dos sete detidos esta manhã em Madrid, na sequência da operação Fénix. Mário Conde terá alegamente repatriado milhões de euros para Espanha de dinheiro que estaria em contas na Suíça e em outros países. É dinheiro relacionado com o desvio de fundos do antigo Baneste, banco de que Mário Conde foi presidente. O dinheiro terá sido desviado no final da década de 80, início dos anos 90.

A instituição portuguesa diz ser alheia aos motivos que levaram a esta detenção. "O Banco Caixa BI é completamente alheio às razões pela qual terá sido hoje detido para interrogatório Fernando Guash Vega-Penichet, responsável pela Sucursal do Caixa Banco de Investimento em Espanha", refere fonte oficial num comunicado a que o Negócios teve acesso. Vega-Penichet está, de acordo com o seu perfil pessoal na rede social Linkedin, há nove anos na instituição em Espanha.

O jornal "El País" refere que nos últimos anos Conde terá conseguido repatriar para Espanha cerca de 10 milhões de euros de dinheiro que subtraiu ao Banesto, através da prestação fictícia de serviços entre empresas sedeadas no país vizinho e no estrangeiro e de aumentos de capital fantasmas.