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BPI: Marcelo “satisfeito” pelo acordo entre CaixaBank e Isabel dos Santos

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ANTÓNIO COTRIM / LUSA

O PR afirma que foi a colaboração entre privados, entidades reguladoras e poder político que permitiu o acordo entre CaixaBank e Santoro Finance. Marcelo afirma que “modestamente, também tentou colaborar” para o desfecho das negociações

Sobre o acordo no BPI entre CaixaBank e Santoro Finance, o Presidente da República considerou esta segunda-feira que o acordo não teria sido possível sem a intervenção de todos: privados, entidades reguladoras e poder político. Marcelo referiu que "modestamente, o Presidente da República também tentou colaborar, mas foi sobretudo bom para o país".

"Estou satisfeito pelo facto de ter sido fechado o acordo. Foi obra da intervenção dos privados, das entidades reguladoras e dos órgãos do poder político. Sem a intervenção de todos não teria sido possível chegar onde se chegou", afirmou o chefe de Estado, em declarações aos jornalistas, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve no Hospital de Santa Maria para a inauguração da sede da associação Amigas do Peito, que apoia as mulheres com cancro de mama. O ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes e a antiga titular desta pasta e ex-candidata presidencial Maria de Belém Roseira estiveram igualmente presentes.

“Sem a intervenção de todos não teria sido possível chegar onde se chegou”, afirmou o PR durante a inauguração de uma associação que apoia mulheres com cancro da mama

“Sem a intervenção de todos não teria sido possível chegar onde se chegou”, afirmou o PR durante a inauguração de uma associação que apoia mulheres com cancro da mama

ANTÓNIO COTRIM / LUSA

O BPI anunciou no domingo que as negociações entre os catalães do CaixaBank e a Santoro Finance, da empresária angolana Isabel dos Santos, foram concluídas com sucesso, permitindo resolver a "situação de incumprimento pelo banco BPI do limite de grandes riscos". Estes dois acionistas do BPI - o CaixaBank, com 44,10% do capital social do banco e a Santoro com 18,58% - tinham até ao final do dia de domingo para chegar a um acordo que cumprisse a redução do excesso de exposição a Angola estipulada pelo Banco Central Europeu (BCE).

Este acordo era necessário, uma vez que o BCE considera Angola um dos países que não têm regulação e supervisão semelhantes às existentes na União Europeia, pelo que o BPI tinha de ajustar a sua exposição àquele mercado.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu ainda esta segunda-feira a negociação das ações do BPI na bolsa de Lisboa até à divulgação de mais informações sobre o acordo fechado.