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Lisboa no 173º lugar do progresso social

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Porque o PIB não chega para melhorar a vida das pessoas, a Comissão Europeia acaba de lançar uma nova forma de comparar o progresso social nas 272 regiões europeias

É a prova de que o crescimento do produto interno bruto (PIB) não chega para melhorar a vida das pessoas. Lisboa, a região mais rica de Portugal, costuma aparecer no primeiro terço das 272 regiões europeias quando o indicador usado para comparar o nível de vida das populações é o tradicional PIB por habitante. Contudo, nesta forma alternativa de medir e encarar o progresso social, a região mais avançada de Portugal cai a pique e não consegue melhor do que a 173ª posição a nível europeu.

Nesta nova abordagem ao desenvolvimento regional, a região metropolitana de Lisboa surge em 173º a par da Andaluzia e das Ilhas Baleares. O Algarve é a segunda região mais bem posicionada, em 185º. O Centro está em 190º, o Norte em 198º, a Madeira em 204º, o Alentejo em 212º e os Açores, a região portuguesa com menor progresso social, ocupam a 239ª posição entre as 272 regiões europeias.

O índice de progresso social (IPS) não quer saber da riqueza que cada região consegue contabilizar ao fim do ano. O objetivo é perceber se a região consegue satisfazer as necessidades básicas da população, se garante o crescente bem-estar de todos e se cria as condições para que cada um possa atingir o seu potencial. Em vez dos habituais indicadores económicos, como o PIB e o emprego, o IPS considera 50 indicadores alternativos, sobretudo do Eurostat, que importam à vida das pessoas, desde ter saúde e poder aquecer convenientemente a casa, até prosseguir os estudos e ter liberdade para escolher o que fazer na vida.


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