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Governo esperou sem sucesso por oferta da Apollo

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José Caria

Fundo tinha uma oferta mais favorável mas não fez proposta vinculativa. Administração do Banif tentou até ao meio-dia de sábado.

A Apollo tinha a proposta mais favorável para compra do negócio do Banif, já num contexto de resolução do banco, mas não chegou a fazer uma oferta final. O fundo oferecia entre €100 e €150 milhões e excluía apenas €1600 milhões em ativos. Não convertia a dívida contingente – as CoCo´s – e não avançava números sobre redução de pessoal. Esta proposta compara favoravelmente com a do Santander que ofereceu €150 milhões, mas excluía €3000 milhões de ativos.

Os dados foram avançados por Mário Centeno, na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, que acrescentou ainda que só na noite de sexta-feira, dia 18 de abril, dois dias antes da resolução, teve conhecimento da existência de quatro ofertas já depois de falhar a venda voluntária: bancos Popular e Santander e os fundos Apollo e JC Flowers. Das quais, só três eram vinculativas. A Apollo não o tinha feito.

“Houve tentativa ao longo da noite de 18 para 19 de obter uma proposta vinculativa da Apolo” por parte da administração do Banif, revelou Centeno. Isto na sequência de uma reunião entre governo e gestão do banco na noite dessa sexta-feira. “Esperou-se até ao meio-dia de sábado e a proposta vinculativa não chegou.“

As três outras ofertas – todas vinculativas – eram diferentes entre si. O Santander oferecia €150 milhões, excluía €3000 milhões em ativos e não convertia as Coco´s. Popular e JC Flowers ofereciam ‘zero’ e excluíam, respetivamente, €7000 e €2300 milhões. O Popular convertia as Coco´s. A escolha acabou por recair no Santander, depois de excluída a JC Flowers por não ter licença bancária.