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Custo de integrar Banif na Caixa era igual ou até inferior à venda ao Santander

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José Caria

Ministro das Finanças revela que opção pela fusão do banco no universo do Estado tinha a vantagem de deixar custos no “âmbito público”

A opção de integrar o Banif na Caixa Geral de Depósitos, que foi chumbada pela Comissão Europeia, teria um custo igual ou até inferior ao custo da operação de resolução que resultou na venda ao Santander. Embora não precisasse o valor, por não ter de memória com exatidão, Mário Centeno garante que “custo direto era aproximadamente igual, ligeiramente menor”.

“A grande diferença é que essa injeção de dinheiros públicos no contexto da fusão com a CGD ficariam no âmbito público”, acrescentou o ministro das Finanças. Centeno recorda mesmo que a Comissão Europeia, através da sua direção-geral de Concorrência (DG Comp), chegou a sugerir em contactos com o governo português que isso poderia implicar a resolução da própria CGD.

A alternativa seguinte foi a opção de criar um banco de transição – semelhante ao que foi usado na intervenção no BES – que foi igualmente chumbada, o que limitou ainda mais as opções das autoridades portuguesas. Embora admita que o Mecanismo Único de Supervisão europeu não explicou o chumbo a esta opção, o ministro não “vê qualquer interação” com a situação do Novo Banco, também ele um banco de transição cuja venda tinha falhado pouco tempo antes.