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Bolsas em andamento “misto” no fecho da Ásia e na abertura europeia

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É baixa a probabilidade de um aumento das taxas de juro pela Fed norte-americana em abril, o que tranquilizou os investidores. No mercado petrolífero há sinais contraditórios. Esta quarta-feira é a vez de serem divulgadas as atas da última reunião do BCE ao final da manhã e Mario Draghi intervém, à tarde, no Conselho de Estado português

Jorge Nascimento Rodrigues

Na Ásia, as bolsas de Tóquio e Hong Kong fecharam em alta, mas Xangai perdeu mais de 1% esta quinta-feira. A Europa abriu também “mista”, mas a trajetória não está ainda definida em algumas das principais praças financeiras, numa sessão em que serão divulgadas ao final da manhã as atas da importante reunião de 10 de março do Banco Central Europeu (BCE), em que um novo pacote de incentivos monetários foi anunciado para a zona euro. Na bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 negociava ligeiramente abaixo da linha de água pelas 9h (hora de Portugal).

O preço do barril de petróleo de Brent fechou a sessão asiática acima de 40 dólares, mas a notícia de que as exportações do Iraque atingiram um recorde já em abril pressionou ligeiramente em baixa a cotação do Brent na abertura dos mercados europeus. Ontem, o porta-voz do governo de Teerão afirmou que o país "está determinado a reaver a quota que tinha anteriormente", antes do período de sanções internacionais. No entanto, a expetativa reinante nos analistas aponta para a possibilidade de um acordo na reunião de Doha a 17 de abril entre a maioria dos membros do cartel da OPEP e a Rússia e outros não membros, mesmo com o Irão permanecendo fora de qualquer acordo de congelamento da produção. Na sexta-feira realiza-se em Quito uma reunião de cinco exportadores de crude da América Latina - Equador, Colômbia, Venezuela e México - que pretendem exprimir o seu apoio a um acorado em Doha.

A divulgação na quarta-feira das atas da última reunião em março do banco central norte-americano tranquilizou os investidores quanto à política monetária dos Estados Unidos, uma matéria muito sensível atendendo aos impactos globais que ela tem. Apesar de divergências claras no seio da Reserva Federal (Fed) e de uma “gama de pontos de vista” (expressão usada nas atas) vasta sobre questões essenciais, a prudência imperou e é altamente improvável que a equipa de Janet Yellen suba, de novo, as taxas de juro na próxima reunião a 27 de abril. Alguns analistas salientam a quase-babilónia de opiniões em questões fundamentais e a imagem de "fragmentação" da Fed. Para as probabilidades implícitas nos mercados de futuros das taxas de juro da Fed, uma nova subida só é esperada para dezembro. A preocupação com a situação “global” (uma palavra que surge 22 vezes nas atas, como sublinhou o portal norte-americano "Zero Hedge") é manifesta entre os banqueiros centrais e a equipa técnica da Fed disse, preto no branco, que duvida que as políticas monetária e orçamental consigam contrariar “choques substanciais adversos”.

Esta quinta-feira, o presidente do BCE, Mario Draghi, está em Lisboa onde intervirá, à tarde, no primeiro ponto da agenda do Conselho de Estado convocado pelo novo presidente da República. Essa intervenção está no radar dos media financeiros internacionais.