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O Banif era viável quando o Estado injetou 1,1 mil milhões em 2013?

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Marcos Borga

A questão sobre a viabilidade do Banif quando foram injetados pelo Estado 1,1 milhões de euros no início de 2013 volta ao Parlamento e dá polémica. Ex-ministra das Finanças assegura que havia um "parecer de viabilidade" do Banco de Portugal. Bruxelas manifestou sempre dúvidas em relação à recapitalização do banco

Anabela Campos

Anabela Campos

Texto

Jornalista

Isabel Vicente

Isabel Vicente

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Jornalista

Foi com "base num parecer de viabilidade" dado pelo Banco de Portugal (BdP) que o Ministério das Finanças avançou para a capitalização do Banif no valor de 1,1 mil milhões de euros, afirmou Maria Luís Albuquerque perante os deputados na comissão parlamentar do banco fundado por Horário Roque.

A questão da viabilidade do banco tem sido recorrente na comissão parlamentar de inquérito ao Banif. António Varela, ex-administrador do BdP e ex-administrador do Banif nomeado pelo Estado, afirmou na semana passada na Assembleia da República que o banco era "péssimo" no final de 2012, arrasando a administração até então. Esta quarta-feira, João Galamba, deputado do PS, disse que o relatório do Citigroup, com base no qual o BdP deu o parecer positivo à recapitalização, admitia que "o Banif não tinha condições" para reembolsar o Estado no auxílio de 1,1 mil milhões de euros que lhe estava a ser dado.

"Eu pessoalmente não vi esse estudo", respondeu Maria Luís Albuquerque. João Galamba insistiu: "Parece-me que o Banco de Portugal omitiu esse facto". E a DGcom não concordava com a recapitalização e não acreditava na viabilidade do banco, frisou ainda.

"Se a DGCom em algum momento tivesse chegado à conclusão que não era possível viabilizar o Banif tinha fechado o processo e decretado a ilegalidade do auxílio de Estado (injeção de 1,1 mil milhões de euros)", disse por seu lado a antiga ministra.