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Maria Luís elogia trabalho de Jorge Tomé

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Marcos Borga

Ex-ministra das Finanças elogiou por várias vezes o trabalho de Jorge Tomé à frente do Banif. "O banco estava muito melhor em 2015 do que em janeiro de 2013", esclareceu

"Não houve decisões à revelia do acionista Estado" por parte da gestão do Banif presidida por Jorge Tomé, disse esta quarta-feira à tarde a ministra das Finanças na comissão parlamentar de inquérito ao caso Banif.

Maria Luís Albuquerque acrescentou que os administradores nomeados pelo Estado, entre os quais António Varela e Miguel Barbosa, trabalhavam a tempo inteiro no banco e "portanto estavam dentro da administração e a par de todas as decisões tomadas pelos administradores executivos".

Sublinhou ainda que quer o número de administradores nomeados pelo Estado quer os poderes de que dispunham era suficientes. Os termos em que o acompanhamento do Banif foi feito foi satisfatório", esclareceu.

Substituição da gestão não foi possível

Questionada quanto à substituição da gestão do Banif que esteve em cima da mesa, incluindo o presidente Jorge Tomé, Maria Luís Albuquerque justificou a tentativa dizendo que "em janeiro/fevereiro de 2015 aquilo que a Direção Geral da Concorrência (DGCom) da Comissão Europeia me transmitiu foi que havia algum desconforto com a administração do Banif e algum agastamento com a falta de informações transmitidas. Só durante 2015 estes problemas foram ultrapassados".

A ex-ministra explicou que entendeu que poderia haver algum capital acrescido nas relações com a Comissão Europeia se houvesse uma alteração, mas esclareceu também que não tendo encontrado quem aceitasse ir para o Banif, manteve Jorge Tomé. "É um banqueiro excelente, com boa reputação e não fazia sentido substituí-lo por uma qualquer pessoa".

Maria Luís Albuquerque sublinha ter assumido levar a cabo esta tarefa por entender que desta forma poderia ganhar junto das autoridades europeias "um capital novo de boa vontade", mas as pessoas que contactou "apresentaram razões válidas para não aceitar o desafio e por isso continuámos a trabalhar com o Dr. Jorge Tomé e a repensar um novo plano de reestruturação que passava pela separação de ativos que pesavam no balanço do banco", o que estaria em linha com as exigências da DGCom.

É nesta altura que é contratada a consultora espanhola N+1 que já tinha tratado com sucesso de um caso semelhante ao Banif em Espanha e cuja solução foi aprovada pela DGCom.

Disse ainda que "há múltiplas referências por parte da DGCom de que o trabalho que estava a ser feito no Banif ia no caminho certo. Mas também houve advertências e dúvidas".