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Maria Luís Albuquerque diz que Banif estava a ser acompanhado diariamente

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Marcos Borga

A ex-ministra das Finanças assegura que, ao contrário do que tem sido dito, o Banif foi um assunto acompanhado diariamente. "Estive em bem mais de 200 reuniões entre outubro de 2013 e novembro de 2015"

Anabela Campos

Anabela Campos

Texto

Jornalista

Isabel Vicente

Isabel Vicente

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Jornalista

"Tenho ouvido recorrentemente a acusação de que o governo de que fiz parte deixou arrastar o processo do Banif", mas "o que vos posso dizer é que o Banif foi o processo mais acompanhado de todos os que conduzi. Era acompanhado diariamente, e nesse sentido, foi o processo mais acompanhado ao longo dos três anos" em que se desenvolveu, afirmou Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças do governo de Pedro Passos Coelho, na comissão parlamentar de inquérito do banco fundado por Horácio Roque, durante a sua intervenção inicial. A antiga governante diz mesmo que participou em mais de 200 reuniões entre outubro de 2013 e novembro de 2015, quando saiu do executivo.

A ex-ministra frisou ainda que têm sido ditas muitas "falsidades" a propósito do processo que envolveu o banco desde que houve a recapitalização em janeiro de 2013. E explicou que nenhum dos oito planos de reestruturação foi chumbado, foram ajustados, como foram todos os planos dos outros bancos que receberam dinheiro do Estado. "O BCP e a CGD tiveram nove planos, o BPI teve seis", disse para exemplificar. "A DGcom (direção geral da concorrência) não tomou qualquer decisão ao Banif, não o chumbou, nem aprovou", acrescentou a ex-ministra.

Maria Luís Alburquerque defendeu ainda que "o Banif estava melhor incomparavelmente melhor" em novembro de 2015 do que em 2013 quando foi capitalizado pelo Estado com 1,1 mil milhões de euros. A ex-ministra das Finanças disse ainda o processo do Banif podia ter sido concluído apenas no final de 2017 e que o prazo de reembolso do empréstimo do Estado poderia ter sido feito até 2018.