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Ajuda do FMI a Angola pode estabilizar situação e ser favorável às empresas

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SAUL LOEB / AFP / Getty Images

Há quase uma dezena de empresas portuguesas cotadas com operações em Angola e a intervenção do FMI até pode vir a relevar-se positiva, já que estabiliza a situação da economia

BPI, BCP, Galp, Teixeira Duarte, Mota Engil, NOS (ZAP), Novabase e Ibersol são empresas cotadas na Bolsa de Lisboa com presença em Angola e cuja atividade tem sido penalizada pela depressão profunda em que mergulhou a economia do país liderado por José Eduardo dos Santos. A intervenção do FMI, que poderá ter um programa com uma duração de três anos, é considerada como potencialmente positiva para o sector empresarial.

"Numa primeira leitura podemos dizer que o facto de o governo angolano ter pedido ajuda ao FMI, e Washington ter aceite, até pode ser boa notícia para as empresas portuguesas, já que cria uma certa estabilização da economia", disse um analista de um banco de investimento português, que pediu para não ser citado. A mesma fonte lembra que o FMI irá, naturalmente, pedir contrapartidas, e duas delas serão certamente a redução do peso do Estado na economia e o aumento da transparência.