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“Viabilidade do plano do Banif dependia em grande parte da sua equipa de gestão”

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José Carlos Carvalho

O governador Carlos Costa afirmou, no Parlamento, que no âmbito do plano de capitalização pública aprovado no final de 2012, o parecer do Banco de Portugal realçava que “a viabilidade de uma instituição de crédito é em grande parte endógena e depende em grande parte da sua equipa de gestão”

Carlos Costa dirigiu-se aos deputados no seu discurso inicial na Comissão Parlamentar de Inquérito ao Banif, por volta das 15h15, dizendo que ia contar a história do banco fundado por Horácio Roque desde 2011.

O governador do Banco de Portugal começou por referir que o Banif em 2011 e 2012 tinha necessidades de capital identificadas, e que foi estudada a possibilidade de reforço de capital por parte dos atuais acionistas do banco, e a entrada de novos. No entanto, não tendo sido possível seguir essa via, o Banco de Portugal entre as três soluções possíveis – entrada de capital público, uma medida de resolução ou a liquidação do banco – considerou adequado o plano de capitalização apresentado pela gestão presidida, na altura, já por Jorge Tomé.

Costa realçou que o Banif "optou pela linha de recapitalização" e repetiu que o supervisor, face ao plano apresentado, considerou ser possível o Estado recuperar o capital até 2017. Isto tendo em conta as projeções financeiras e macroeconómicas. O plano, recorde-se, deu origem à entrada do Estado no capital através de 700 milhões de euros, tornando-se o acionista maioritário, e de outros 400 milhões de euros via obrigações convertíveis (CoCos), como aconteceu em outros bancos do sistema.

Na altura, o Banco de Portugal já havia identificado uma deficiente gestão na avaliação de créditos e uma carteira imobiliária significativa.

Carlos Costa justifica que a liquidação foi um cenário logo afastado em 2012, tendo em conta a exposição do Banif aos arquipélagos da Madeira e dos Açores.